
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, de 38 anos, voltou aos holofotes nesta quinta-feira (21) ao ser presa durante a "Operação Vérnix" , deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público. A investigação aponta uma suposta ligação financeira entre a empresária e a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) , além de indícios de lavagem de dinheiro por meio de movimentações incompatíveis com seu patrimônio. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões de suas contas.
O histórico que levou a advogada ao topo do engajamento digital e, agora, à sua segunda prisão, mistura tragédia familiar, ostentação de luxo e uma série de polêmicas públicas que frequentemente dividem a internet.
Fama e império da ostentação
Deolane ganhou notoriedade nacional em maio de 2021, após a morte de seu então marido, o funkeiro MC Kevin , que faleceu aos 23 anos ao cair da varanda do quinto andar de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A perícia concluiu que o episódio foi acidental.
Após a perda, ela canalizou a atenção da mídia para expandir sua presença digital. Atraindo mais de 21 milhões de seguidores no Instagram, Deolane transformou sua rotina em um espetáculo de riqueza , exibindo viagens para destinos como Dubai e Roma, voos em jatinhos particulares e a aquisição de 12 mansões na região de Alphaville, em Barueri (SP).
Essa rápida ascensão financeira entrou no radar das autoridades. Em setembro de 2024, Deolane foi presa pela primeira vez em Recife , durante a "Operação Integration", que apurava um esquema de lavagem de dinheiro ligado a plataformas de apostas online (bets). Segundo a polícia pernambucana, ela teria investido R$ 65 milhões em imóveis de luxo com verbas de jogos ilegais. Ela passou cinco dias presa e obteve habeas corpus para responder em liberdade com tornozeleira eletrônica.
A nova investigação e os laços com o PCC
Desta vez, a prisão preventiva em São Paulo decorre de um inquérito iniciado em 2019 , após a apreensão de bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau. As investigações revelaram que uma transportadora de cargas de fachada era utilizada pela cúpula da facção para lavar recursos.
A quebra de sigilo do celular do operador central do esquema localizou comprovantes de depósitos que favoreciam diretamente as contas de Deolane. Segundo a polícia, entre 2018 e 2021, a advogada recebeu R$ 1.067.505,00 em sua conta física por meio de depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, técnica conhecida comosmurfing, utilizada para burlar a fiscalização bancária.
A apuração também identificou 50 depósitos que somam R$ 716 mil feitos às empresas de Deolane por um suposto banco de crédito operado por um laranja na Bahia. As autoridades apontam que não foram encontradas prestações de serviços advocatícios ou comerciais que justificassem os repasses. A defesa da influenciadora informou aos veículos jornalísticos que está se inteirando dos fatos.
Histórico de polêmicas e atritos públicos
A trajetória de Deolane também é marcada por embates ruidosos no entretenimento:
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