
O estado emocional de um candidato ao vestibular de medicina é considerado um fator quase definitivo para o resultado final do exame. De acordo com Marcel Costa, diretor da IntegralMind, cursinho individual voltado à aprovação em medicina , o equilíbrio psicológico determina se o aluno conseguirá acessar o conhecimento acumulado ou se será bloqueado por respostas fisiológicas de estresse durante a prova.
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Para o especialista, quando um estudante está sob forte pressão ou medo, o cérebro ativa mecanismos instintivos, como o de "luta ou fuga". Esse estado emocional interfere diretamente na fisiologia e diminui drasticamente a cognição e a capacidade de compreensão de temas complexos.
"Quando a pessoa está sob pressão, o cérebro reptiliano, a amígdala, começa a funcionar e ele começa a responder emocionalmente. A cognição diminui muito", explica Costa. Segundo ele, o foco do estudante deixa de ser o conteúdo acadêmico para se tornar o próprio mal-estar ou sentimentos de incapacidade.
O impacto dos traumas em exatas
O engenheiro aponta que o medo de disciplinas como matemática e física muitas vezes tem origem em falhas na base escolar, especificamente na transição para a álgebra. Ele avalia que muitos alunos carregam traumas desde a quinta série por não compreenderem conceitos básicos, o que gera pânico em etapas posteriores, como a sétima série.
Costa afirma que esse sentimento de "impostor" faz com que o estudante direcione a atenção para a autocrítica destrutiva durante o estudo. "Você está pensando em toda a sua incapacidade, menos em prestar atenção no negócio que já era difícil", ressalta o diretor da IntegralMind.
A falha do modelo tradicional
O modelo de ensino com excesso de cobrança também é algo que compromete o desempenho . Para ele, a pressão externa de escolas e familiares atua como um "freio de mão puxado" no desempenho, levando o aluno a um ciclo de estagnação de notas por vários anos.
Segundo o especialista, substituir esse ambiente de pressão por estratégias de autoconhecimento, organização e controle emocional é essencial para destravar a aprendizagem e melhorar os resultados.
Ele defende ainda que a solução passa pelo autoconhecimento e por uma metodologia que priorize o relaxamento e a estratégia. "Muitas vezes o aluno não precisava mais estudar, ele precisava relaxar para conseguir entregar o que ele já sabe", conclui Costa.
Como o emocional impacta o desempenho no vestibular de medicina
O estado emocional do estudante pode ser determinante para o seu desempenho na prova. Sob pressão, o cérebro tende a focar no medo, no mal-estar ou em sentimentos de incapacidade, o que reduz a cognição e dificulta a compreensão de conteúdos complexos. Isso explica por que saber a matéria nem sempre é suficiente: estudantes muito preparados podem ter um desempenho abaixo do esperado se estiverem nervosos, enquanto candidatos mais tranquilos conseguem “entregar” melhor o que sabem.
Esse fenômeno também ajuda a entender o chamado “paradoxo do relaxamento”, quando estudantes são aprovados justamente no ano em que conseguem reduzir a tensão e acessar com mais clareza o conhecimento acumulado. Por outro lado, a pressão contínua, seja por reprovações sucessivas ou por cobranças externas de cursinhos, família e sociedade, pode gerar estagnação, mantendo o aluno preso ao mesmo nível de desempenho por anos.
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