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Antes de medidas, precisamos saber decisão efetiva de Trump sobre Brasil, afirma Haddad

Governo tem reiterado que a questão do Brasil é atípica, com contaminação política nas tratativas; tarifa de 50% deve entrar em vigor no dia 1º de agosto

ESTADÃO CONTEÚDO

30/07/2025 • 12:29 • Atualizado em 30/07/2025 • 12:33

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad , ressaltou nesta quarta-feira (30) que o governo só apresentará as ações para fazer frente ao tarifaço após saber efetivamente qual será a decisão dos EUA contra o Brasil. Está prevista para entrar em vigor já na próxima sexta-feira, dia 1º, a tarifa de 50% prometida pelo presidente norte-americano, Donald Trump . Até o momento, não há sinal de reversão deste movimento.

"Essa semana foi uma semana melhor. E, se depender do Brasil, essa questão irá desaparecer", declarou o ministro, reafirmando que o problema foi gerado por pessoas "do próprio país", ao se referir a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro .

O governo tem reiterado que a questão do Brasil é atípica, com contaminação política nas tratativas. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), falou abertamente que irá atrapalhar o processo de negociação.

Conforme relatou aoBroadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a comitiva de senadores brasileiros nos EUA chegou inclusive a evitar a divulgação de suas agendas com receio de embargo do deputado federal licenciado.

Nesta quarta, o ministro da Fazenda reforçou que o plano de contingência sairá após dia 1º de agosto, se for efetivada a tarifa proibitiva contra o Brasil. Ele declarou ainda que as conversas vão continuar independentemente do prazo limite de sexta-feira.

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