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Reinaldo: 6ª maior doadora de Tarcísio fez negócios com megatraficante do PCC

Segundo investigações da Polícia Federal, doadora e pecuarista manteve empresas sem funcionários que movimentaram mais de R$ 1 bilhão; empresária teria lavado dinheiro para facção criminosa

Por Redação

REDAÇÃO

30/07/2025 • 10:17 • Atualizado em 30/07/2025 • 10:17

A Polícia Federal (PF) descobriu a pecuarista Maribel Schmittz Golin, que doou R$ 500 mil para a campanha eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, tem relações com um homem ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) . A análise do tema é do âncora de'O É da Coisa'e colunista da BandNews FM Reinaldo Azevedo.

As investigações revelaram que a pecuarista, ligada ao grupo Golin, que tem negócios no Sudeste, Nordeste e Centro Oeste, lava dinheiro para o PCC.

Os agentes da PF descobriram transações de imóveis entre Maribel e Willian Barile Agati, apontado como integrante da facção criminosa. Agati foi preso em 2020.  Há evidências de que o marido de Maribel, Joselito Golin, atuava com Barile junto à igreja do pastor Valdemiro Santiago, a Igreja Mundial do Poder de Deus.

"Tudo isso é investigação, mas nos sabemos que hoje o crime organizado tem características mafiosas e se mete no interior de negócios aparentemente regulares e financia campanhas. Há essa doação [a Tarcísio]. Existe algum vínculo entre Tarcísio e o PCC? Não, isso nem está no relatório da PF e não estou afirmando isso", disse Reinaldo.

Em seguida, o jornalista lembrou que no dia do segundo turno das eleições municipais em São Paulo, Tarcísio apareceu ao lado do atual prefeito da capital, Ricardo Nunes, para informar que a polícia teria interceptado mensagens do PCC que pediam voto em Guilherme Boulos, na época candidato pelo PSOL.

"Foi de uma irresponsabilidade absoluta (...) E agora a gente vê tudo isso em investigação. Uma senhora que comprovadamente fez negócios com homens do PCC é a sexta doadora de campanha de Tarcísio. Imagino o que um elo como esse não renderia na boca do próprio governador que teve o despropósito de fazer aquela afirmação naquele dia e que, por incrível que pareça, não vai responder por isso", disse Reinaldo Azevedo.

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