
O segurança que usou um pedaço da madeira no espancamento que resultou na morte de um homem em Copacabana foi prestar depoimento à Polícia Civil usando a bicicleta da vítima. Davi Santos Machado está preso. Ele classificou a sequência de golpes desferidos contra a cabeça vítima como "ato insano". Depois do crime, ele disse que foi para casa.
Ao todo, quatro pessoas estão presas pelo crime. Um dos entregadores envolvidos disse à Polícia Civil que deu quatro chutes seguidos contra as costas de Claudio. O depoimento de Felipe Eduardo dos Santos Silva foi colhido na sexta-feira (21), pela Polícia Civil.
Ele aparece nas imagens que flagraram o crime junto com o o segurança Davi e com o entregador Ailton José da Silva, que também se entregou e permaneceu em silêncio.
O segurança Jorge Luíz Ricardo Dias também foi preso pelo crime. Ele participou de uma primeira discussão com a vítima.
Os acusados de homicídio triplamente qualificado se auto intitulavam "Tropa do Ifood" para justificar as agressões.
O caso
Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi agredido em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A família afirma que ele foi espancado depois de ser acusado injustamente pelo segurança de um estabelecimento de ter roubado uma bicicleta. Segundo os parentes, a bicicleta pertencia à irmã de Cláudio e havia sido emprestada a ele.
O caso aconteceu na madrugada da última quarta-feira (12). Cláudio havia saído de casa de bicicleta por volta das 22h. Imagens de câmeras de segurança do prédio onde ele morava mostram o momento em que ele deixa o local com o veículo.
Segundo a investigação, Davi passou a suspeitar de furto e chamou dois entregadores próximos.
Após as agressões, a vítima permaneceu caída na calçada por cerca de meia hora. Depois, foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Miguel Couto. Cláudio morreu após sofrer hemorragia interna, traumatismo cranioencefálico e lesões no abdômen.
A família afirma que Cláudio tinha alterações comportamentais decorrentes de um traumatismo sofrido anos atrás e poderia ter dificuldade para explicar determinadas situações. A prima da vítima, Ana Paula Landeiro, afirma que ele disse que a bicicleta não era dele porque o veículo realmente pertencia à irmã.
O iFood, plataforma para a qual os entregadores atuavam, informou à BandNews FM Rio que os entregadores envolvidos já foram banidos da plataforma e que a empresa segue colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso.
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