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Juliana Rosa: Após encontro de Trump e Lula na ONU, dólar cai e bolsa de valores bate recorde

Surpresa foi generalizada, com empresários não imaginando a possibilidade de tal aproximação, especialmente após as recentes sanções americanas

Por Redação

REDAÇÃO

24/09/2025 • 13:22 • Atualizado em 24/09/2025 • 13:22

O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump na ONU gerou um inesperado otimismo no mercado financeiro, apesar das tensões pré-existentes. Segundo o colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, a queda do dólar, que atingiu R$ 5,27 (o menor valor do ano em 2025 e em 15 meses), e a alta histórica da bolsa de valores refletem essa reação positiva. Juliana destaca que a surpresa foi generalizada, com empresários não imaginando a possibilidade de tal aproximação, especialmente após as recentes sanções americanas.

De acordo com a jornalista, o que mais surpreendeu foi o abraço entre os dois líderes e o fato de Trump ter mencionado uma "boa química" entre eles em seu discurso , dedicando tempo para falar do Brasil.

Essa atitude foi vista como um sinal de que o Brasil possui relevância para os Estados Unidos, contrariando a percepção de que o país não tinha importância na agenda americana. A confirmação de uma reunião futura entre os dois governos contribuiu para a conjuntura de fatores positivos que chocaram o mercado.

"Tudo isso foi uma conjunção de fatores e imediatamente a Bolsa de Valores subiu e fechou com uma alta histórica, o recorde em pontuação que mede a valorização das ações. E o dólar fechou abaixo de R$ 5,30, a menor cotação do dólar no ano todo, desde junho de 2024", disse.

Juliana Rosa explica que, embora o impacto das recentes tarifas americanas sobre a economia brasileira seja limitado em termos de volume de exportação para o PIB, há setores específicos, como a indústria de máquinas, que sofrem consideravelmente devido à sua alta dependência do mercado americano.

No entanto, conforme a jornalista, a possibilidade de um diálogo abriu uma "luz no fim do túnel" para esses empresários, que estavam esperançosos por uma redução das tensões.

Segundo a colunista, há grande interesse por parte dos americanos em setores brasileiros, como terras raras, data centers (pela capacidade de armazenamento de informações e energia) e combustível verde para aviação. Esses interesses mútuos foram trabalhados nos bastidores por empresários americanos e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o objetivo de facilitar essa aproximação.

Conforme a análise, mesmo que o encontro de 39 segundos possa ser interpretado como um "suco de nada", a mera esperança de aproximação foi suficiente para injetar ânimo no mercado. A jornalista conclui que, apesar de nada ser garantido, essa brecha para o diálogo é um motivo para otimismo, representando um alívio para aqueles que estavam desesperados com as medidas do governo americano e as tensões geopolíticas.

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