
O Ministério Público do Rio pede a suspensão das licenças que permitiram a derrubada de mais de 70 árvores protegidas por tombamento no antigo Colégio Bennett, no Flamengo, na Zona Sul do Rio.
A ação foi protocolada na Justiça do Rio e pede ainda a suspensão das intervenções no imóvel, a restauração da área atingida e a condenação dos responsáveis à reparação dos danos causados ao patrimônio histórico, paisagístico e ambiental.
As licenças foram concedidas pelo município do Rio. O empreendimento prevê a construção de três edifícios residenciais, com 411 apartamentos, e três lojas, em uma área protegida por um decreto municipal que declara imune ao corte as árvores existentes no terreno com cerca de 23 mil metros quadrados.
Segundo o MP, o corte das árvores descaracterizou a ambiência histórica e paisagística, elevando os riscos de alagamentos na Rua Marquês de Abrantes, com a retirada da vegetação.
O corpo técnico do órgão estadual também apontou que a construção agrava os impactos sobre o conjunto arquitetônico ao comprometer a relação entre o palacete, a antiga cavalariça, a guarita, os jardins e o entorno.
A Justiça do Rio já chegou a paralisar a construção, enquanto analisava as provas solicitadas à Prefeitura e à construtora responsável pelas obras
Procurada, a Newview Incorporadora disse que o projeto foi desenvolvido de acordo com a legislação vigente e com todas as licenças e autorizações expedidas pelos órgãos públicos e competentes. A empresa disse que segue à disposição da Justiça.
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