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Justiça condena adolescente por estupro coletivo em Copacabana

Outros quatro homens também respondem pelo crime e aguardam julgamento

LUANNA BERNARDES

18/04/2026 • 16:38 • Atualizado em 18/04/2026 • 16:38

Acusados de estupro coletivo contra adolescente no RJ
Acusados de estupro coletivo contra adolescente no RJ - Foto: Band

O adolescente que participou do estupro coletivo de uma menina de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio , foi condenado à internação por um período inicial de seis meses , sem possibilidade de atividades externas. A decisão é da Vara da Infância e Juventude da Capital, que destacou a gravidade do caso.

Segundo a denúncia, o menino planejou uma emboscada para a vítima, com quem tinha um relacionamento . Ele levou a jovem até o apartamento onde o crime ocorreu.

Segundo a Justiça do Rio, um dos pontos centrais da sentença foi a valorização do depoimento da vítima. A juíza Vanessa Cavaliere ressaltou que, em crimes de natureza sexual, que normalmente ocorrem sem testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância e credibilidade.

O relato da jovem foi coerente, detalhado e corroborado por exames de corpo de delito que comprovaram agressões físicas.

O advogado Rodrigo Mondego, que representa a vítima, disse que a condenação à internação é a forma mais rígida prevista no Estatuto da Criança e do adolescente, mas destacou que ainda falta o julgamento de outros envolvidos.

Quatro homens adultos acusados do crime estão presos: Vitor Hugo Oliveira Simonin, Bruno Felippe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Veríssimo Zoel Martins.

Eles respondem pelos crimes de estupro qualificado, estupro coletivo e cárcere privado.

A Polícia Civil também abriu inquérito para investigar outros dois casos de estupro.

Um deles teria ocorrido em agosto de 2023, contra uma adolescente de 14 anos, envolvendo o mesmo menor de idade do caso de Copacabana e Matheus Veríssimo Zoel Martins. A Polícia investiga se João Gabriel Bertho também teria participado do crime.

O outro caso teria ocorrido em outubro do ano passado, em uma festa no Humaitá. Vitor Hugo Oliveira Simonin foi apontado como autor. Ele é filho do ex-subsecretário do Governo do Rio, José Carlos Costa Simonin, que foi exonerado do cargo em meio ao escândalo do caso de Copacabana.

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