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Influencers são alvos de operação por promover jogos ilegais com movimentação de R$ 4 bilhões

Polícia Civil investiga 15 nomes ligados ao "Jogo do Tigrinho" por lavagem de dinheiro e ostentação

LUANNA BERNARDES

07/08/2025 • 11:01 • Atualizado em 07/08/2025 • 11:01

Agentes da Polícia Civil cumprem mandato na casa de influenciador digital nesta manhâ
Agentes da Polícia Civil cumprem mandato na casa de influenciador digital nesta manhâ - Foto: Reprodução

Os quinze influenciadores investigados pela divulgação de jogos eletrônicos ilegais nas redes sociais movimentaram mais R$ 40 milhões em contas pessoais, entre 2022 e 2024. Juntos eles somam mais de 10 milhões de seguidores.

Eles foram alvo da Operação Desfortuna, da Polícia Civil do Rio, nesta quinta-feira (7). Os agentes cumpriram 31 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Na casa de um dos investigados, na cidade paulista de Arujá, a Polícia encontrou uma pistola com a numeração raspada. Maurício Martins Júnior, conhecido como Mau Mau, tem mais de cinco milhões de seguidores em apenas um perfil de rede social. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

No Rio, os agentes estiveram em endereços no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Sete carros de luxo foram apreendidos.

Com base em relatórios de inteligência financeira do COAF, as investigações revelaram movimentações bancárias suspeitas que, somadas, ultrapassam R$ 4 bilhões. Segundo o delegado, Renan Mello, há indícios de crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os alvos da operação são 15 influenciadores digitais que usam as redes sociais para divulgar o jogo popularmente conhecido como "Jogo do Tigrinho" e outros semelhantes: Nayara Silva Mendes, Sun Chunyang, Tailon Atiaga Ferreira Silva, Tailane Garcia dos Santos Laurindo, Paola de Ataide Rodrigues, Paulina de Ataide Rodrigues, Micael dos Santos de Morais, Samuel Sant'anna da Costa, Maurício Martins Junior, Jenifer Ferracini Vaz, Rafael da Rocha Buarque, Vanessa Vatusa Ferreira da Silva, Ana Luiza Ferreira do Desterro Poeis, Anna Beatrys Ferracini Ribeiro Lorrany Rafael Dias.

As investigações foram desenvolvidas de forma conjunta com o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e com o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) da Polícia Civil.

Segundo os agentes, as postagens realizadas pelos investigados contêm promessas enganosas de lucros fáceis, com o intuito de atrair seguidores para plataformas de apostas. A polícia apura agora como os influenciadores lucravam com os jogos.

No decorrer das investigações, foram identificados sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores, que ostentavam nas redes sociais estilos de vida luxuosos, com viagens internacionais, veículos de alto padrão e imóveis de alto valor.

A reportagem aguarda um posicionamento dos influenciadores que foram alvo da operação.

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