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Copa do Mundo Feminina de 2027 terá impacto econômico de R$ 8,8 bilhões

Estudo projeta criação de mais de 73 mil empregos com a chegada do evento pela primeira vez na América do Sul

Da redação

DA REDAÇÃO

18/07/2026 • 16:54 • Atualizado em 18/07/2026 • 16:54

A Copa do Mundo Feminina de 2027 , que será sediada no Brasil , promete ser um divisor de águas não apenas para o esporte, mas também para a economia nacional. O torneio, que ocorrerá pela primeira vez na América do Sul entre os dias 24 de junho e 25 de julho, deverá movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. As partidas serão distribuídas em oito cidades-sede : Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo .

Os dados constam em um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apresentado em Nova York pelo diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd. Em entrevista concedida neste sábado (18) à rádio BandNews FM, ele detalhou que o evento deve gerar expressivos 73,7 mil postos de trabalho e adicionar R$ 4,5 bilhões em renda para os trabalhadores brasileiros. Esse montante impulsionará diretamente o Produto Interno Bruto (PIB) e aumentará a arrecadação pública, confirmando o futebol feminino como uma modalidade em franca ascensão comercial e esportiva.

O diretor da Embratur explicou que a projeção financeira se divide em duas frentes principais. A primeira envolve os investimentos diretos da FIFA para a realização do evento , estimados em US$ 800 milhões — dos quais se extraem os gastos operacionais com segurança, logística e alimentação, excluindo os valores de premiação. A segunda frente diz respeito à intensa movimentação do público. Com uma estimativa conservadora baseada na última edição na Oceania, espera-se que cerca de 2 milhões de pessoas - entre turistas nacionais, estrangeiros e delegações — circulem pelas cidades-sede, injetando recursos nos mais diversos setores, como hotelaria e serviços.

O evento chega em um momento de aquecimento do turismo internacional no Brasil , que tem registrado recordes recentes de visitantes, com 5,2 milhões de turistas apenas nos primeiros seis meses deste ano. A Copa de 2027 servirá como uma vitrine para consolidar o país como um grande "hub" na realização de megaeventos esportivos, seguindo o legado da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Além da injeção de capital, o evento é visto como uma oportunidade ímpar para projetar uma imagem de um país diverso, acolhedor e, sobretudo, seguro para as mulheres, que já representam 48% do público visitante atual.

Segundo Gevaerd, estudos apontam que quase 60% da população brasileira nunca frequentou um estádio de futebol, e 72% desse grupo é formado por mulheres. O torneio é enxergado como a ferramenta ideal para romper barreiras culturais em um ambiente historicamente masculino, criando uma atmosfera segura e convidativa. Com isso, o país não só ampliará o seu mercado consumidor, mas também fortalecerá de vez o futebol feminino, inspirando novas gerações de meninas dentro e fora das quatro linhas.

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