BandNews FM

Reinaldo: Golpe - réus sabiam o que Gonet iria fazer porque sabem muito bem o que fizeram

Em mais de 500 páginas, a PGR defendeu a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de estado e também pediu condenação de ex-ministros e ex-comandantes militares por organização criminosa e atos contra a democracia

Por Redação

REDAÇÃO

15/07/2025 • 09:57 • Atualizado em 15/07/2025 • 09:57

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta segunda-feira (14) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de liderar um golpe de Estado para se manter no poder depois de perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e outros sete aliados. A análise do tema é do apresentador de'O É da Coisa'e colunista da BandNews FM Reinaldo Azevedo.

"Aconteceu aquilo que todo mundo esperava, aquilo que todo mundo sabia. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou as alegações finais pedindo a condenação do núcleo duro do golpe, aquele composto por oito pessoas: Bolsonaro e mais sete", disse Reinaldo.

Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão . Reinaldo, no entanto, lembrou que pode caber algum atenuante de pena.

Além do presidente, as outras sete pessoas são:

Na visão de Gonet, quase todos devem responder pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União com violência e deterioração de patrimônio tombado. Ramagem não responderá aos crimes contra o patrimônio porque ocorreram após a diplomação dele na Câmara dos Deputados.

"A verdade é que eles sabem pq eles sabem outra coisa: aquilo que fizeram nos verões passadas. Quem conhece as suas próprias peripécias só pode esperar da Justiça o que vem por aí. Sim, serão condenados"

No total, as alegações finais da PGR somam 517 páginas. A defesa dos réus tem adotado a linha que se trata de um "crime impossível", pois ficou no campo da tentativa, mas Gonet, na peça que defende a prisão, desmonta essa tese.

"Para que a tentativa de ruptura constitucional se consolide, não é indispensável que haja uma ordem assinada pelo Presidente da República para a adoção de medidas explicitamente estranhas à regularidade constitucional. Neste caso, estaríamos, aí sim, no campo contíguo, senão próprio, da consumação do golpe (mesmo que mais adiante viesse a ser revertido). A tentativa se revela, porém, na realização de ações tendentes à materialização da ruptura ultimada das regras constitucionais sobre o exercício do poder , com apelo ao emprego de força bruta – real ou ameaçado", escreveu Gonet.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: