Após o Congresso derrubar o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo decidiu nesta semana recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) para reverter a situação. Para o apresentador deO É da Coisae colunista da BandNews FM , Reinaldo Azevedo, o governo tem razão em judicializar o tema, uma vez que a derrubada é inconstitucional.
"O governo está tentando, minimamente, equacionar esse troço. Não está em curso nenhuma grande revolução. Não, é um pouquinho de justiça tributária e estamos vendo o mundo desabar (...) O troço foi pras redes, o Congresso está apanhando e descobrimos que esse Congresso tem queixo de vidro. Sem contar que quando votaram o PDL inconstitucional, junto com a votação veio a ameaça 'e não ousem recorrer ao Supremo'", disse Reinaldo.
Segundo o colunista, o que o governo busca é corrigir uma "inversão pornográfica" onde "quem tem menos sustenta quem mais tem". “Ficou evidente que quem sustenta essa máquina pública são os pobres (...) isso não é invenção. O fato é que é o que temos no país.”
O relator do caso no Supremo é o ministro Alexandre de Moraes , que também está com a ação do PSOL contra a derrubada do IOF. Nas redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que "quem alimenta o 'nós contra eles' acaba governando contra todos" ao comentar o tema.
Para Reinaldo, o debate sobre o assunto precisa ser qualificado e é preciso "botar a bola no chão".
"Tem gente que não quer ser nem criticada. A questão que se coloca para o Congresso hoje, e é colocada também para o jornalismo, é a seguinte: é cortar gastos que queremos? De onde? É salário mínimo? Aposentadoria? Educação? Ou antes precisamos rever os gastos tributários de R$ 860 bilhões, este sim absurdo. Mas como fazer isso se um aumento do IOF causa essa gritaria, esse pandemônio, vamos botar a bola no chão".
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