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Lula defende judicialização do IOF: "Congresso legisla, eu governo"

Ministro Haddad também apoia decisão da AGU de ir ao STF pedir validação do decreto que aumenta a cobrança do IOF

Da Redação

DA REDAÇÃO

02/07/2025 • 22:27 • Atualizado em 02/07/2025 • 22:27

Lula e Fernando Haddad
Lula e Fernando Haddad - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (2) a decisão do Governo Federal de recorrer à Justiça para questionar a derrubada no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras.

“Se eu não entrar com um recurso no Poder Judiciário, se eu não for à Suprema Corte, ou seja, eu não governo mais o país. Esse é o problema. Cada macaco no seu galho. Senado e Câmara legislam, e eu governo”, afirmou o petista, que participou de um evento na Bahia em celebração ao Dia da Independência do Brasil.

De acordo com Lula, os interesses de poucos grupos econômicos vêm prevalecendo no Congresso Nacional, indo na direção contrária aos interesses da população.

Na última terça-feira (1), a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou uma ação declaratória de constitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a decisão do Parlamento de derrubar o decreto presidencial que elevava o IOF.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se manifestou nesta quarta-feira. Ele alegou que a questão “não é econômica e nem política, e sim jurídica” e que “não foi o governo que saiu da mesa de negociação”.

“A questão do IOF não é econômica nem política, é jurídica. Nós estávamos na mesa, saindo da mesa imaginando que o encaminhamento estava ok, fomos surpreendidos por não ser chamados novamente”, disse o chefe da pasta em evento do Mercosul em Buenos Aires, na Argentina.

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