A derrota do ministro André Mendonça , por 8 votos a 2, na votação sobre a prorrogação da CPMI do INSS mostra que ele pode ter poder dentro do Supremo, mas não apoio. A avaliação é da colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo. A votação aconteceu ontem (26) e a Comissão encerra os trabalhos amanhã (28).
Na análise de Mônica, Mendonça está “com a caneta cheia”, por ter nas mãos os dois maiores escândalos do país, a CPMI do INSS e a delação do banqueiro Daniel Vorcaro , do Banco Master. No entanto, André Mendonça não tem condições de outros magistrados, como Alexandre de Moraes, Sergio Moro ou até mesmo Joaquim Barbosa tiveram, para conduzir processos que mudaram a história moderna do Brasil.
Na Lava Jato, por exemplo, Sergio Moro estava amparado por todos os procuradores, policiais federais e tribunais superiores. Já Alexandre de Moraes , durante o inquérito das fake news e de defesa da Democracia, também contou com apoio sólido da Primeira Turma do Supremo , até a virada de Luiz Fux durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. No Mensalão, Joaquim Barbosa costumava ganhar no plenário com poucos votos de divergência.
Na prorrogação da CPMI do STF , a expectativa era que Mendonça fosse acompanhado por Cármen Lúcia e por Edson Fachin. No entanto, com a Suprema Corte dividida, André Mendonça se viu isolado. Para Mônica, o cenário é um sinal de que o ministro não tem a adesão que gostaria.
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