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Lula faz abertura da COP 30 criticando líderes ausentes

Segundo o presidente brasileiro, é "mais barato financiar o clima do que guerras"

Da redação

DA REDAÇÃO

10/11/2025 • 20:58 • Atualizado em 10/11/2025 • 20:58

COP30 acontece em novembro, em Belém
COP30 acontece em novembro, em Belém - Foto: Rodrigo Pinheiro/Ag.Pará

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu, de maneira oficial, a COP30, em Belém, no Pará. O discurso foi marcado por críticas a líderes que não estiveram presentes e que, na visão do brasileiro, são responsáveis por financiarem as guerras pelo mundo. A Conferência do Clima da ONU tem a 30ª edição neste ano e com cobertura completa da BandNews FM.

“Essa lição de civilidade e grandeza humana provando que se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para a gente acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado”, declarou Lula.

Lula reforçou no discurso a necessidade de impor "uma nova derrota” aos negacionistas. De acordo com ele, o planeta vive um momento de “obscurantismo” e de negação à ciência quanto o assunto são as mudanças climáticas. O presidente citou os tornados que atingiram Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, no último fim de semana, destruindo 90% da cidade. Lula voltou a chamar o evento de a “COP da verdade”.

O brasileiro afirmou que há a necessidade de uma “governança global mais robusta”. Segundo ele, deve haver uma aceleração na implementação de metas e iniciativas para frear o aquecimento global. O petista defende a ideia de uma criação de um Conselho do Clima vinculado à Assembleia-Geral da ONU.

No discurso de abertura da COP, Lula ainda reforçou o impacto das mudanças climáticas na desigualdade social. “O aquecimento global pode empurrar milhões de pessoas para a fome e a pobreza, fazendo retroceder décadas de avanços”, disse.

O petista destacou a dificuldade e a importância da realização deste evento em um estado da Amazônia, movimento que chamou de proeza. "Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto acabar com a poluição do planeta terra. Seria mais fácil fazer a COP em uma cidade que não tivesse problema, mas a gente resolveu aceitar fazer a COP em um estado da Amazônia, para provar quando se tem disposição e compromisso com a verdade, a gente prova que não tem nada impossível, o impossível é não ter coragem para enfrentar desafios", afirmou.

Sobre o evento

A COP30 vai até 21 de novembro. Serão duas semanas para acordos contra as mudanças climáticas. O evento conta com a presença de cerca de 50 mil pessoas, entre diplomatas, líderes de governos, ativistas, cientistas e empresários.

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