Uma ação realizada pela Polícia Federal em apoio com a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) resultou na morte de um homem conhecido pelo vulgo de "R7" , apontado pelas autoridades como um dos principais articuladores do tráfico internacional de cocaína ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O confronto ocorreu em um imóvel de alto padrão na cidade de Igaratá, localizada a cerca de 100 km da capital paulista.
Durante o cumprimento das diligências na chácara de luxo, equipada com veículos importados e ampla estrutura de lazer, o investigado atirou contra os policiais ao ser abordado.
Houve revide e R7 foi atingido. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A operação insere-se em um contexto de intensificação de ações da Rota no estado de São Paulo após recentes atentados contra agentes de segurança pública.
Conhecido como "atacadista de cocaína", o suspeito desempenhava um papel estratégico na logística do narcotráfico. Ele era responsável por intermediar a compra do entorpecente vindo da Bolívia, seu recebimento no Brasil e a posterior exportação para mercados na Europa e na Ásia.
Além do tráfico, as investigações apontam que o grupo associado a ele realizava lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis de luxo e movimentações com criptomoedas.
A maior parte do tempo, R7 vivia em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, região apontada pela polícia como refúgio e ponto de apoio para grandes lideranças do crime organizado brasileiro. No momento, as autoridades investigam se a propriedade em Igaratá pertencia diretamente ao criminoso ou se havia sido alugada para estadias temporárias.
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