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Juliana Rosa: Tarifaço pode acabar com 100 mil empregos e frear crescimento do Brasil

Colunista analisou os desdobramentos que a economia brasileira pode sofrer - e, por consequência, a norte-americana - com a sobre-taxa imposta pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos

Por Redação

REDAÇÃO

16/07/2025 • 14:42 • Atualizado em 16/07/2025 • 14:42

A colunista Juliana Rosa, da BandNews FM , analisou os desdobramentos que a economia brasileira pode sofrer - e, por consequência, a norte-americana - com a sobre-taxa imposta pelo presidente Donald Trump , dos Estados Unidos, a produtos importados de origem do Brasil.

Segundo análises recentes, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos poderia ter repercussões negativas significativas para ambos os países. " Obviamente, será péssimo para o Brasil, mas também será péssimo para os Estados Unidos", afirmou a analista.

A possibilidade de uma guerra tarifária entre as duas nações levanta preocupações sobre os impactos econômicos.

Projeções indicam que o PIB americano poderia sofrer uma redução significativa, caindo pela metade após um crescimento anterior de 3%, enquanto o Brasil também enfrentaria dificuldades, com uma possível perda de 0,5 ponto percentual em seu crescimento projetado de 2,5%.

Uma das questões centrais é a dependência da economia brasileira em relação às exportações para os EUA. Embora apenas uma pequena fração do PIB brasileiro, cerca de 2%, esteja diretamente ligada às exportações para os Estados Unidos, esse valor representa uma parcela significativa para algumas indústrias.

"A indústria brasileira tem um pedaço muito grande que depende dos Estados Unidos e que eles não conseguem desviar para outros lugares", explicou.

Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou que a falta de negociação com os Estados Unidos poderia levar à perda de mais de 100 mil empregos no setor industrial brasileiro.

Produtos como carne bovina, suco de laranja e especialmente café, aço e aviões foram destacados como particularmente vulneráveis às tarifas, com dificuldades em encontrar novos mercados compradores.

Outra complicação mencionada é a potencial reação dos Estados Unidos a medidas retaliatórias. A experiência com a China mostrou que tarifas podem escalar rapidamente, aumentando ainda mais as tensões comerciais.

"Os empresários estão fazendo um esforço coletivo agora, negociando diretamente com os fornecedores", ressaltou, indicando que há uma pressão para uma resolução negociada que envolva tanto empresários americanos quanto brasileiros.

A estratégia tarifária adotada pelos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump é vista como um fator de risco adicional, dado o histórico de políticas protecionistas.

"Essa estratégia que eu botei na mesa aqui, dependeria de algum nível de autopreservação e bom senso do outro lado, mas você não pode esperar bom senso também de Donald Trump", concluiu, destacando a complexidade e a gravidade da situação.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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