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Rosa: Café e frutas devem entrar nas exceções do tarifaço

Colunista analisou o andamento das negociações sobre a sobretaxa imposta pelo governo norte-americano, que deve entrar em vigor nesta quarta (6)

Por Redação

REDAÇÃO

04/08/2025 • 16:11 • Atualizado em 04/08/2025 • 16:11

Em um cenário de incertezas econômicas internacionais, o Brasil enfrenta um momento decisivo com o início iminente das tarifas de 50% impostas por Donald Trump . A medida, que afeta diretamente a exportação de produtos brasileiros para os Estados Unidos , preocupa empresários e autoridades. Juliana Rosa, comentarista econômica, compartilhou suas observações sobre a situação.

"A expectativa é que mais produtos possam entrar na lista de exceções", disse, indicando uma possibilidade de negociação para produtos como café e algumas frutas , que não competem diretamente com a produção americana. "Os Estados Unidos produzem apenas 1% do café que consomem, e o Brasil abastece um terço desse mercado", explicou, destacando a importância do café nas negociações.

Impacto no mercado norte-americano

Além das tarifas, a preocupação se estende às pequenas e médias empresas brasileiras que dependem significativamente do mercado americano. "Mais de 4 mil pequenas empresas que exportam para os Estados Unidos estão em risco", alertou, mencionando que algumas delas exportam até 80% de sua produção para os EUA. As consequências podem incluir falências e demissões em massa , o que acarretaria problemas sérios para a economia nacional.

Juliana também conversou com Ricardo, presidente da CNIO, que expressou preocupação especial com setores como a pesca e a indústria de máquinas , que enfrentam dificuldades devido à falta de mercados alternativos. "É muita preocupação com a indústria de máquinas, porque não tem mercados alternativos", reiterou Rosa.

Em termos de estratégias de mitigação, o governo brasileiro, segundo a comentarista, está explorando medidas emergenciais semelhantes às adotadas durante a pandemia , como férias coletivas, redução de jornadas e salários, além de medidas de crédito e adiamento de impostos. "A expectativa é que o governo possa adotar medidas emergenciais", afirmou.

A comentarista destacou a importância de uma negociação cuidadosa e a necessidade de manter a calma durante as discussões. "A maior preocupação é que, mesmo com argumentos técnicos, a má vontade de Trump com o Brasil pode ser difícil de quebrar", concluiu Juliana, enfatizando a necessidade de aproximação e diálogo constante para superar os desafios impostos pelas novas tarifas.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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