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Anvisa aprova o uso de Mounjaro no tratamento para obesidade

Medicamento é disponibilizado no formato de caneta e só pode ser vendido com retenção de receita médica

*NICOLY SANTOS

09/06/2025 • 18:58 • Atualizado em 09/06/2025 • 18:58

Mounjaro
Mounjaro - Foto: Sandy Huffaker for The Washington Post via Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no diário oficial desta segunda-feira (9) a autorização do medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade, desde que a doença esteja relacionada a pelo menos uma comorbidade.

Fabricado pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, o remédio injetável tem como princípio ativo a tirzepatida e, assim como o Ozempic e o Wegovy (semaglutida) e o Saxenda (liraglutida), ganhou notoriedade por ser mais uma das chamadas canetas emagrecedoras.

O Mounjaro tinha consentimento para tratar somente diabetes tipo 2, doença caracterizada por níveis elevados de açúcar (glicose) no sangue. Esse tipo de diabetes geralmente ocorre quando há resistência e/ou deficiência na produção de insulina pelo pâncreas.

Diferentemente da Ozempic, o Mounjaro atua sobre dois hormônios naturais responsáveis por regular a insulina, o apetite e o gasto energético, o GLP-1 e o GIP. Por isso, o medicamento pode resultar em um efeito mais potente da tirzepatida no controle glicêmico e na perda de peso.

O medicamento é disponibilizado no formato de caneta autoinjetora de dose única, em embalagens contendo quatro canetas, para ser utilizado uma vez por semana, o que equivale a um mês de tratamento. A partir de junho, o Mounjaro só poderá ser vendido com retenção de receita médica.

Comercializado no Brasil desde maio de 2025, atualmente estão disponíveis no mercado nacional nas concentrações de 2,5 mg e 5 mg.*Sob supervisão de Renan Suckevicius

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