
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no diário oficial desta segunda-feira (9) a autorização do medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade, desde que a doença esteja relacionada a pelo menos uma comorbidade.
Fabricado pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, o remédio injetável tem como princípio ativo a tirzepatida e, assim como o Ozempic e o Wegovy (semaglutida) e o Saxenda (liraglutida), ganhou notoriedade por ser mais uma das chamadas canetas emagrecedoras.
O Mounjaro tinha consentimento para tratar somente diabetes tipo 2, doença caracterizada por níveis elevados de açúcar (glicose) no sangue. Esse tipo de diabetes geralmente ocorre quando há resistência e/ou deficiência na produção de insulina pelo pâncreas.
Diferentemente da Ozempic, o Mounjaro atua sobre dois hormônios naturais responsáveis por regular a insulina, o apetite e o gasto energético, o GLP-1 e o GIP. Por isso, o medicamento pode resultar em um efeito mais potente da tirzepatida no controle glicêmico e na perda de peso.
O medicamento é disponibilizado no formato de caneta autoinjetora de dose única, em embalagens contendo quatro canetas, para ser utilizado uma vez por semana, o que equivale a um mês de tratamento. A partir de junho, o Mounjaro só poderá ser vendido com retenção de receita médica.
Comercializado no Brasil desde maio de 2025, atualmente estão disponíveis no mercado nacional nas concentrações de 2,5 mg e 5 mg.*Sob supervisão de Renan Suckevicius
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