O cancelamento da reunião virtual entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, expõe a dificuldade do governo brasileiro em acessar a Casa Branca. A análise é do colunista da BandNews FM , Carlos Andreazza.
Para ele, o episódio desmonta a narrativa de vitória diplomática atribuída ao vice-presidente Geraldo Alckmin após a decisão unilateral dos EUA de limitar o tarifaço, medida que, segundo Andreazza, atendeu a interesses internos do empresariado americano.
Andreazza ressaltou que a interferência de setores da extrema direita, incluindo Eduardo Bolsonaro, é um fator relevante para o impasse, mas não o único. Ele defendeu que o Brasil invista em articulação direta com o empresariado americano, como já ocorreu em setores que conseguiram evitar aumentos tarifários, ao invés de insistir em canais políticos bloqueados.
"Há um caminho dado que o Brasil não tenta fazer: é falar com o empresariado americano. Tentar quebrar as tarifas via empresariado americano que comerciam com os empresários brasileiros (...) Não, ficamos aqui na onda, nesse blá-blá-blá todo e passamos pelo constrangimento de que uma reunião online não acontecerá", disse Andreazza.
O colunista também apontou que declarações e posturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde antes da eleição de Donald Trump, e posições no BRICS, como a defesa de uma moeda alternativa ao dólar, podem ter contribuído para o afastamento diplomático. Para ele, é necessário reconhecer responsabilidades internas e adotar uma abordagem mais pragmática.
Na avaliação de Andreazza, o cenário atual é marcado por “muito blá-blá-blá” e pouca efetividade, com frustrações acumuladas e ausência de resultados concretos nas negociações comerciais e diplomáticas com os Estados Unidos.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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