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Mônica Bergamo: Brasil não consegue rebater críticas nos EUA

Brasil tem dificuldade para defender imagem nos EUA; críticas a Alexandre de Moraes ganham espaço sem contraponto brasileiro

Por Redação

REDAÇÃO

12/08/2025 • 11:37 • Atualizado em 12/08/2025 • 11:37

Autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do governo Lula, veem com preocupação a dificuldade em defender a imagem do Brasil e de suas instituições nos Estados Unidos. As informações e a análise são da colunista da BandNews FM Mônica Bergamo.

O cenário ocorre em meio a ataques que, segundo a jornalista, retratam o país como um regime autoritário e o ministro Alexandre de Moraes, que foi alvo da Lei Magnitsky , como um “ditador”, sem o espaço equivalente para um contraponto na mídia norte-americana.

Bergamo lembrou que, durante a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, havia mobilização internacional significativa – com artigos noNew York Times, manifestos e declarações de intelectuais – criticando o Judiciário brasileiro e apoiando sua libertação. Hoje, afirma a colunista, predominam textos críticos a Moraes, sem que a defesa da democracia brasileira ou das decisões do Supremo consiga repercutir no mesmo espaço , mesmo após entrevistas de Lula àCNN Internacionale aoNew York Timesou reportagens naEconomist, que não atingem o público médio norte-americano.

O contexto envolve um roteiro político traçado por Lula, que incluiu conversas com líderes internacionais, como o presidente da China, Xi Jinping, para buscar alternativas diante da crise com o governo de Donald Trump e reforçar a posição brasileira no cenário global.

Apesar disso, há uma determinação dos Estados Unidos em cortar canais de diálogo com o Brasil, como no episódio em que uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seu equivalente norte-americano foi cancelada antes de começar.

Para o governo, o objetivo é atingir setores estratégicos — como empresários e formadores de opinião — e responder a artigos críticos em veículos como oWashington Post. A ausência dessa defesa é vista como fragilidade, já que o tema compete com assuntos de maior apelo nos EUA, como Gaza, Ucrânia e as disputas políticas envolvendo Donald Trump. Para autoridades ouvidas por Bergamo, a situação representa um isolamento que dificulta qualquer tentativa de defesa institucional, mesmo que voltada a nichos específicos.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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