
O governo federal anunciou nesta terça-feira (15) que deixou as dívidas judiciais, ou precatórios, fora da revisão de gastos programada para a administração federal . Diante disso, o Palácio do Planalto admitiu um colapso nas contas públicas já em 2027, caso nenhuma medida seja adotada. O colunista da BandNews FM Carlos Andreazza analisa o tema nesta quinta-feira (17).
Os números foram detalhados durante o anúncio de envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 para o Congresso Nacional nesta terça. A proposta define as regras gerais do Orçamento e a meta de equilíbrio entre receitas e despesas que o Poder Executivo deve perseguir.
Para Andreazza, no entanto, o que foi apresentado pelo governo foi "uma ilha da fantasia" criada para 2026, já o Orçamento do ano seguinte pode ser considerado "o fim do mundo".
"Fizeram o anúncio dessa projeção para 2026, que também se projeta para 2027, sem a presença de um ministro, e isso é muito significativo. Não tinha Fernando Haddad, Simone Tebet nem sequer um secretário-executivo. Botaram a rapaziada do terceiro escalão para fazer esse troço", disse Carlos Andreazza.
De acordo com o apresentado pela equipe econômica, há a projeção de que o poder público fique sem dinheiro suficiente para sustentar os investimentos e manter a máquina pública funcionando a partir de 2027 , mesmo depois do pacote de corte de gastos aprovado no ano passado.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias também oficializa a meta de superávit de 0,25% do PIB, e a ação pode variar entre um resultado neutro ou um superávit de 0,5%.
A ideia da Comissão Mista de Orçamento é começar a discutir o assunto o mais rápido possível, para evitar atrasos semelhantes aos que ocorreram com a análise do texto de 2025.
“Em 2027 será o fim do mundo, e o governo anunciando uma herança maldita para o próximo governo como se não fosse com ele mesmo (…) Na minha cabeça, essa conta não fecha e é a razão para Haddad e Simone Tebet não terem botado a cara lá pra defender uma obra que é deles”, avaliou Andreazza.
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