Agro

Vaca recordista produz 724 células reprodutivas e revoluciona pecuária

nimal nascido em Mato Grosso supera média da raça Nelore em doze vezes e impulsiona o uso de genética de elite e fertilização in vitro no campo

Da redação

DA REDAÇÃO

12/05/2026 • 13:27 • Atualizado em 12/05/2026 • 13:27

A vaca Dully FVFVC, nascida em Barra do Garças (MT), acaba de entrar para o livro dos recordes ao registrar uma marca impressionante de capacidade reprodutiva. Em uma única aspiração, o animal produziu 724 oócitos, as células reprodutivas femininas. O número é extraordinário quando comparado à média da raça Nelore, que gira em torno de 60 oócitos por coleta.

A performance de Dully não é um evento isolado, mas demonstra uma consistência genética rara. Apenas um mês após estabelecer o recorde, a vaca passou por um novo procedimento e forneceu 707 oócitos, consolidando sua posição como um fenômeno fora da curva para a pecuária nacional.

Esse desempenho é o pilar central de uma estratégia de seleção de elite que busca multiplicar a melhor genética disponível no mercado.

Tecnologia e eficiência no ciclo produtivo

O avanço registrado por Dully é potencializado pelo uso da Fertilização in Vitro (FIV), processo realizado em laboratório onde os oócitos são coletados, maturados por 24 horas e fecundados com sêmen de touros selecionados. Devido à alta produtividade da doadora, é possível utilizar sêmen de até 15 touros diferentes em um único processo de fertilização.

Entre as parcerias genéticas de destaque, a reportagem do Jornal da Band ressalta o cruzamento com o Touro Tóquio. O animal é um recordista de vendas de sêmen, reconhecido pela precocidade sexual ao iniciar sua produção reprodutiva com apenas 13 meses de idade. A união dessas linhagens superiores visa eliminar características menos produtivas e acelerar o desenvolvimento dos rebanhos.

O impacto dessa tecnologia reflete diretamente na economia e na mesa do consumidor. Com o uso de genética de ponta, o ciclo de produção de carne no Brasil apresenta uma redução drástica: animais que antes levavam de quatro a cinco anos para o abate, agora atingem o peso ideal em apenas 20 meses.

Segundo a análise do setor, essa precocidade não apenas aumenta a eficiência das fazendas e a segurança alimentar, mas também garante uma carne de melhor qualidade, uma vez que provém de animais mais jovens. O investimento em genética sustentável permite que o produtor entregue resultados mais rápidos, otimizando o uso da terra e dos recursos naturais no agronegócio brasileiro.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: