Agro

Agrônoma aplica tecnologia japonesa e israelense em horta hidropônica

Com referências do Japão e Israel, produtora de Rio Verde (GO) implementa sistema de cultivo escalonado para garantir oferta de hortaliças o ano todo

Da redação

DA REDAÇÃO

11/05/2026 • 16:15 • Atualizado em 11/05/2026 • 16:15

A agrônoma Rafaela de Nápoles implementa um sistema de produção de hortaliças hidropônicas em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, utilizando tecnologias de origem japonesa e israelense para otimizar o cultivo. Após 16 anos dedicada à produção de grãos, a profissional iniciou o projeto em 2025 com o objetivo de elevar o padrão de qualidade das variedades de alface comercializadas na região.

O empreendimento é resultado de um período de capacitação técnica e estudos sobre o manejo específico de estufas e nutrição vegetal.

Para estruturar a horta, Rafaela buscou consultoria com especialistas do interior de São Paulo, onde estudou modelos de estufas e tecnologias aplicadas ao manejo hídrico.

A infraestrutura montada conta com bancadas que possuem isolamento térmico interno, funcionalidade essencial para manter a temperatura da água baixa e estável. Nesse sistema, a água já circula com os nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas, garantindo uma alimentação precisa para cada estágio do cultivo.

Inovações internacionais e mercado regional

A reportagem de Ludmila Menezes e Alessandro Siqueira detalha que a proteção das plantas contra pragas e o controle do conforto térmico no ambiente de produção são garantidos por soluções importadas de Israel e do Japão. Essas tecnologias permitem que o ambiente interno da estufa permaneça isolado de agentes externos, reduzindo a necessidade de intervenções químicas e mantendo a integridade física das folhosas.

A estratégia de produção adotada pela agrônoma é o plantio escalonado. Esse método assegura que a colheita seja contínua, permitindo que o consumidor encontre produtos frescos em qualquer período do mês, sem interrupções na oferta. Atualmente, a primeira colheita do projeto já está sendo integralmente comercializada no mercado local de Rio Verde.

Segundo o relato de Rafaela de Nápoles, a aceitação dos consumidores locais é positiva, uma vez que o sistema permite o acesso a variedades de alface que, anteriormente, eram encontradas predominantemente em estabelecimentos gastronômicos específicos. A escolha das sementes priorizou critérios como valor nutricional, sabor e estética visual para aumentar a competitividade no mercado regional. A produtora ressalta que o setor apresenta uma abertura crescente para produtos que unam tecnologia disponível e qualidade superior para o consumo imediato.

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