As queimadas têm sido um desafio constante para os agricultores brasileiros, especialmente em regiões como Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Recentemente, o produtor rural Cairo Arantes enfrentou perdas significativas devido ao fogo que consumiu toda a vegetação de sua área em poucos minutos . "A questão maior para esse ano, que eu acho que esses nutrientes que ainda ficou disponível, de passar. Unidade do solo", relata Cairo sobre os impactos imediatos das chamas.
De acordo com especialistas, o fogo não só devasta a vegetação imediata, mas também compromete a fertilidade do solo no longo prazo . A alta temperatura das queimadas transforma os nutrientes essenciais em cinzas e cria uma camada superficial que impede a infiltração da água. Paulo Fernandes, especialista em fertilidade do solo explica que temperaturas menores que 100ºC já prejudicam o solo.
Para recuperar a terra devastada, os agricultores podem adotar várias técnicas. Uma delas é a incorporação das cinzas ao solo, que pode ajudar parcialmente a recuperar alguns dos nutrientes perdidos . Além disso, o uso de soluções biológicas e a introdução de culturas com a capacidade de enraizamento agressivo são recomendados para restabelecer o sistema radicular e melhorar a cobertura vegetal.
Os custos de recuperação são altos, e o impacto das queimadas na produtividade é uma preocupação real para os agricultores. “Os custos já estão altos e estamos com receio de termos queda de produtividade na próxima safra devido às queimadas. É preciso investir, pois a baixa produtividade não permite que o agricultor feche as contas” , diz Cairo. Em 2024, as queimadas geraram um prejuízo de mais de R$ 14 bilhões, devastando cerca de 2,8 milhões de hectares em todo o Brasil.
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