O cultivo do limão vem se consolidando como alternativa lucrativa no agronegócio brasileiro. Há cerca de três anos, Bruno Grahl adquiriu uma propriedade para lazer da família, mas decidiu investir também na fruticultura. Funcionário em outra produção, trouxe a experiência adquirida para iniciar o plantio em sua própria terra.
O carro-chefe escolhido foi o limão, valorizado pela versatilidade e pelo potencial de geração de renda. Com área irrigada, ele consegue induzir a produção ao longo de todo o ano, ajustando a colheita às épocas de melhores preços no mercado.
Plantados há dois anos, os limoeiros ainda devem levar mais tempo para atingir uma safra cheia. Enquanto isso, o produtor conta com assistência técnica de instituições como Emater e Senar, além do suporte de cooperativas que facilitam o acesso a crédito e programas de compras públicas.
Demanda interna e exportações aquecem o mercado
Bruno segue a tendência nacional de expansão do limão tahiti. Nos últimos anos, a produção da fruta cresceu 50% e o faturamento do setor aumentou 70%, impulsionados tanto pelo consumo interno quanto pelas exportações.
Somente no primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 107 mil toneladas de limão, alcançando a posição de quinto maior vendedor mundial. Este ano, o produto brasileiro chegou pela primeira vez à Índia, e há expectativa de abertura dos mercados chinês e norte-americano — oportunidades que produtores como Bruno acompanham de perto. “O objetivo é atender bem o mercado local e, quem sabe, alcançar a exportação”, explica o agricultor.
Brasil entre os maiores produtores mundiais
Atualmente, o país produz 1,7 milhão de toneladas de limão por ano. O estado de São Paulo lidera a produção, seguido por Minas Gerais, Bahia e Pará . No ranking das exportações, os principais destinos são Países Baixos, Reino Unido, Rússia e Argentina.
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