Agro

Porto de Paranaguá registra alta nas exportações de soja e carne de frango

Primeiro trimestre é marcado por crescimento de 38% no óleo de soja e domínio nos embarques nacionais de carne de frango

Da redação

DA REDAÇÃO

07/05/2026 • 15:50 • Atualizado em 07/05/2026 • 15:50

As operações no Porto de Paranaguá registram um desempenho sólido no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pelo setor de commodities agrícolas. O grande destaque do período é o óleo de soja, que atinge a marca de quase 400 mil toneladas exportadas, volume que representa 70% de toda a movimentação deste produto no Brasil. O índice reflete um crescimento de 38% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, consolidando o terminal paranaense como o principal escoadouro do insumo para os mercados da Ásia e da África.

Além do óleo, a soja em grão apresenta trajetória de alta, com um aumento de 12% nos embarques realizados entre janeiro e março.

O setor de proteína animal também demonstra força nas operações portuárias: o Porto de Paranaguá é responsável por quase 50% de todas as exportações brasileiras de carne de frango no trimestre. Esse segmento cresceu 15%, tendo como principais destinos compradores a China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Impactos geopolíticos e o mercado de fertilizantes

Apesar dos resultados positivos nas exportações, o cenário para as importações exige cautela, especialmente no setor de fertilizantes. O terminal paranaense, principal porta de entrada deste insumo no país, registra uma queda na movimentação. A retração é atribuída, em parte, às instabilidades no Oriente Médio, com destaque para as tensões entre Estados Unidos e Irã, que afetam tanto a disponibilidade quanto os preços globais do produto.

Embora as maiores origens dos fertilizantes que chegam ao Brasil sejam Canadá, Rússia e China, o Oriente Médio mantém um papel estratégico no equilíbrio deste mercado.

A análise dos dados operacionais indica que a eficiência e a qualidade logística do Porto de Paranaguá continuam a ser diferenciais competitivos para atender a demanda asiática, mesmo diante de desafios geopolíticos que impactam a cadeia de suprimentos global.

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