A CropLife Brasil oficializa a posse de Ana Repezza como a nova presidente da associação, marcando a primeira vez que uma mulher lidera a entidade representativa do setor de tecnologia agrícola. Com uma trajetória consolidada de 25 anos, a executiva assume o comando de uma organização que reúne mais de 50 empresas e movimenta um faturamento anual de aproximadamente R$ 114 bilhões. O volume financeiro das associadas é estratégico para o país, equivalendo a cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio nacional.
A movimentação é vista como um passo importante para a modernização institucional do setor.
Ana Repezza traz no currículo experiências em órgãos de peso, como a ApexBrasil e a secretaria executiva da Camex, o que indica uma gestão com forte inclinação para a diplomacia comercial e a atração de investimentos internacionais.
Prioridades estratégicas e sustentabilidade científica
A n ova gestão da CropLife Brasil estabelece um tripé de atuação fundamentado na defesa da biotecnologia, na expansão do mercado de bioinsumos e na modernização regulatória . Para a presidente, o fortalecimento da imagem do agronegócio brasileiro no exterior deve ser pautado estritamente por dados, fatos e evidências científicas.
A estratégia visa combinar o uso de tecnologia de ponta com uma governança sólida para garantir que o Brasil mantenha sua competitividade em mercados globais exigentes.
Um dos focos centrais de Repezza é consolidar o protagonismo do Brasil como líder global sustentável. Esse objetivo passa diretamente pela relação com a China, principal parceiro comercial do agro brasileiro . A meta é estabelecer uma convergência regulatória com o país asiático, especialmente no setor de sementes, para conferir maior agilidade aos processos de exportação e garantir segurança jurídica aos investidores e produtores.
Pauta legislativa e marcos regulatórios
No horizonte imediato, a presidência da CropLife Brasil elenca prioridades dentro do Congresso Nacional e junto aos órgãos reguladores. A agenda inclui a regulamentação da Lei dos Bioinsumos, o acompanhamento do novo marco legal dos defensivos químicos e a atualização da Lei de Proteção de Cultivares. Estes temas são considerados vitais pela entidade para assegurar que a inovação tecnológica chegue ao campo com rapidez e segurança.
Para a associação, a eficiência regulatória é o caminho para destravar pesquisas que podem aumentar a produtividade sem a necessidade de expansão de áreas. Ana Repezza afirma que o setor precisa de processos previsíveis e modernos para acompanhar a velocidade das descobertas biotecnológicas.
O projeto da nova liderança prevê que o Brasil não seja apenas um exportador de commodities, mas um exportador de tecnologia e boas práticas de sustentabilidade aplicadas à produção de alimentos.
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