Agro

Ministério da Agricultura apreende mais de 82 toneladas de "cafés fake"

Café apreendido possuía uma quantidade grande de substâncias e produtos inapropriados ao consumo humano

Da redação

DA REDAÇÃO

30/05/2026 • 21:43 • Atualizado em 30/05/2026 • 21:43

Café Fake não é café e sim, sujeira e pode fazer mal à saúde
Café Fake não é café e sim, sujeira e pode fazer mal à saúde - Foto: Divulgação/Mapa

Uma grande força-tarefa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) , em parceria com o Ministério da Justiça (Senacon) e órgãos de defesa do consumidor, resultou na apreensão de mais de 82 toneladas de produtos irregulares relacionados ao café. A operação, realizada entre os dias 25 e 28 de maio de 2026, visou combater a comercialização de produtos adulterados e garantir a segurança alimentar dos brasileiros.

As ações de fiscalização ocorreram em seis estados — Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná e Espírito Santo — além do Distrito Federal. Ao todo, foram inspecionados 84 estabelecimentos, dos quais 19 foram interditados por operarem em desacordo com as normas vigentes.

Radiografia das apreensões

O volume total retirado de circulação impressiona pela diversidade de irregularidades. De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades, a operação focou tanto no produto final quanto nas matérias-primas utilizadas no processo industrial.

Café Torrado e Moído: 5.944 kg apreendidos prontos para venda.

Matérias-Primas Irregulares: 76.070 kg de insumos sem procedência ou adulterados.

Total: 82.014 kg de produtos fora dos padrões de qualidade.

O perigo do "café fake"

A fiscalização identificou indícios de fraudes graves, como a presença de impurezas acima do limite permitido e a mistura de substâncias estranhas ao grão. Além do prejuízo financeiro ao consumidor, o café adulterado representa um risco à saúde pública, uma vez que o armazenamento inadequado e a falta de higiene nos locais interditados podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias. "A ação é fundamental para proteger a credibilidade da cafeicultura brasileira, que é referência mundial em qualidade. Não permitiremos que produtos sem procedência prejudiquem o mercado nacional e a saúde do consumidor", afirmou o Ministério da Agricultura em nota.

Como o consumidor pode se proteger?

Para evitar a compra de produtos falsificados, especialistas recomendam atenção redobrada aos detalhes na hora da compra:

Selos de Qualidade: Verifique a presença do selo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) , que certifica a pureza do produto.

Preço Médio: Desconfie de marcas com valores muito abaixo da média de mercado para a mesma categoria (tradicional, superior ou gourmet).

Informações no Rótulo: A embalagem deve conter obrigatoriamente o número de registro no Ministério da Agricultura e os dados do fabricante.

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