
O licopeno , pigmento que dá a cor vermelha ao tomate , é um poderoso antioxidante associado à prevenção de doenças crônicas, como câncer e problemas cardiovasculares. Para potencializar sua absorção, o segredo está no preparo: o fruto deve ser cozido e consumido com uma fonte de gordura, como o azeite de oliva .
Para que serve o licopeno?
O licopeno é um carotenoide com forte ação antioxidante, o que significa que ele atua na proteção das células do corpo contra os danos causados pelos radicais livres. Esse "estresse oxidativo" está ligado ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de diversas doenças.
Seu principal benefício é a associação com a redução do risco de certos tipos de câncer, com destaque para o de próstata. Além disso, o consumo regular de licopeno auxilia na saúde cardiovascular, ajudando a prevenir a oxidação do colesterol LDL, um fator de risco para a aterosclerose.
O segredo para absorver mais licopeno
Apesar de presente no tomate cru, a absorção do licopeno pelo organismo pode ser significativamente otimizada com duas práticas simples durante o preparo. A primeira e mais crucial é o cozimento.
O aquecimento do tomate rompe as paredes celulares do fruto, um processo que torna o licopeno mais biodisponível, ou seja, mais fácil de ser assimilado pelo corpo. Por essa razão, produtos como molho de tomate, extrato e o próprio fruto cozido são fontes mais concentradas e eficientes do que o tomate em sua forma natural.
O segundo fator essencial é a combinação com gorduras. O licopeno é uma molécula lipossolúvel, o que significa que ele precisa da presença de gorduras para ser devidamente transportado e absorvido na parede do intestino.
A tradicional combinação de molho de tomate com um fio de azeite de oliva, portanto, vai além do sabor. Ela cria o ambiente químico ideal para que o corpo aproveite ao máximo o potencial antioxidante do licopeno. Outras fontes de gorduras boas, como abacate ou castanhas, também podem ser usadas na mesma refeição para obter o mesmo efeito.
Tomate cru ou cozido: qual a melhor fonte?
O tomate cozido leva vantagem quando o objetivo é maximizar a ingestão de licopeno. Isso não significa que o tomate cru deva ser excluído da alimentação, pois ele continua sendo uma excelente fonte de outras vitaminas, como a vitamina C, e minerais.
No entanto, para quem busca especificamente os benefícios antioxidantes do licopeno, o ideal é priorizar as versões cozidas. O calor quebra a estrutura do alimento, deixando o nutriente mais disponível para o organismo. Por isso, um molho de tomate caseiro, preparado com azeite de oliva, representa uma combinação ideal para a saúde.
O que a ciência ainda investiga
Apesar das evidências sobre os benefícios do cozimento e da combinação com gorduras, ainda não há estudos conclusivos que especifiquem uma temperatura ideal ou um tempo exato para se atingir a máxima biodisponibilidade do licopeno.
Da mesma forma, ainda não há uma dosagem diária oficialmente recomendada em miligramas para a população brasileira. A orientação geral é manter uma dieta equilibrada e diversificada, incluindo regularmente o tomate e seus derivados, preferencialmente cozidos e acompanhados de gorduras saudáveis, para garantir a ingestão adequada do nutriente.
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