O milho, além de ser um elemento crucial para a alimentação humana e animal, desempenha um papel significativo na sustentabilidade ambiental, especialmente na produção de etanol, um biocombustível de baixo impacto ambiental. A produção de etanol a partir do milho tem se mostrado uma alternativa renovável promissora, diferenciando-se significativamente do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.
De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho, as estimativas apontam para uma produção de 9,9 bilhões de litros na safra de 2520, com potencial de aumento devido à contribuição da região centro-sul do país, podendo alcançar até 12 bilhões de litros. Uma usina localizada em Jataí, sudoeste de Goiás, exemplifica essa expansão com uma produção anual de 70 milhões de litros de etanol de milho.
"É muito importante que a gente tenha um pessoal qualificado para que a gente consiga extrair o melhor a melhor quantidade de litros por tonelada de milho", destaca o gerente de uma usina de Goiás, Vital Nogueira. A produção envolve processos técnicos, como a moagem dos grãos até obter uma farinha fina, que é misturada com água quente e enzimas. Após fermentação, o etanol é separado da vinhaça em colunas de destilação, resultando também em subprodutos como xarope, óleo bruto de milho e massa seca, utilizados na nutrição animal.
A usina não apenas produz etanol, mas também contribui para a geração de energia elétrica, transformando vapor em eletricidade, o que ajuda a diminuir a dependência de fontes fósseis e reduzir emissões de gases do efeito estufa. A demanda internacional crescente por biocombustíveis tem fomentado o mercado de trabalho no setor, com a usina empregando cerca de 80 funcionários diretamente e gerando quase 300 empregos indiretos, incluindo os envolvidos no transporte de etanol e outros coprodutos.
Os dados indicam um crescimento contínuo na produção de etanol de milho no Brasil. Nas últimas safras, os números saltaram significativamente, com mais de 8 bilhões de litros produzidos na safra de 2425. Mato Grosso lidera a produção nacional, seguido por estados vizinhos e Goiás, contribuindo com 700 milhões de litros para essa cifra.
Este cenário reforça o etanol de milho como um biocombustível de futuro, com expectativas de ampliação e melhorias contínuas no setor. A tendência é que a produção siga crescendo, sustentada por inovações tecnológicas e pela crescente conscientização sobre a importância de fontes de energia mais limpas e sustentáveis.
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