A segunda safra de milho, conhecida como ‘safrinha’, está prestes e ser finalizada no Brasil, com um volume recorde de produção e a maior oferta vem provocando queda nos preços. Em Goiás, boa parte dos produtores está optando pelo armazenamento para tentar equilibrar seus custos de produção com preços finais , de olho no mercado futuro.
O produtor rural Cairo Arantes, de Rio Verde, região sudoeste de Goiás, é um dos que optou por armazenamento. “Os custos aumentaram muito. Para produzir o milho, o produtor precisa comprar semente, adubo, entre outros e o custo está muito alto. Com os preços praticados atualmente [no mercado], a conta do produtor não fecha”, explica Arantes. Ele está entre os muitos que decidiram armazenar toda a produção de milho da segunda safra em sua propriedade, utilizando silo bolsas, uma alternativa de armazenamento mais econômica.
Essa técnica de armazenamento ganhou popularidade em todas as regiões do Brasil, especialmente devido à falta de espaço nos armazéns convencionais. O gerente de máquinas da Cooperativa Comigo, de Rio Verde, explica que no último ano, devido à alta da produção, a procura por silos-bolsas aumentou muito na região. “É uma solução que o produtor tem para tentar armazenar e vender o grão em condições de mercado melhores”, explica. Arantes explica que o silo bolsa é uma opção barata para o produtor. 'Os silos-bolsas custam, em média, R$ 2 mil, e são suficientes para armazenar 3 mil sacos de milho, com um custo de R$ 0,70 por saco", conta.
De acordo com o 11º levantamento da Conab, a produção nacional de grãos deve atingir 345 milhões de toneladas na safra 2024/2025 , um aumento de 16% em relação ao ciclo passado. Apesar desse aumento na produção, o que naturalmente reduz os preços devido à maior oferta, somente os produtores que alcançaram alta produtividade conseguirão manter uma condição financeira favorável. Aqueles com produção abaixo da média poderão enfrentar dificuldades significativas.
O uso de silo bolsas não apenas oferece uma alternativa de armazenamento mais acessível, mas também permite que os produtores aguardem um momento mais oportuno para vender seus grãos. "Por enquanto, 100% de toda a produção ficará na porta da fazenda", afirma Arantes, destacando que cerca de 70% da safra atual ainda está no campo, à espera de uma valorização no mercado.
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