Agro

Como funciona uma fazenda vertical que produz comida para bois

Em quatro hectares, grupo produzi mais de 200 toneladas de alimentação para bovinos

Por Redação

REDAÇÃO

26/06/2025 • 15:32 • Atualizado em 26/06/2025 • 15:32

A fazenda vertical é um sistema de produção de alimentos que utiliza estruturas verticalizadas para cultivar em espaços reduzidos, otimizando o uso da terra e reduzindo o impacto ambiental. Em Brasília (DF), três empresários foram além da tradicional fazenda vertical que cultiva alimentos destinados aos seres humanos e criaram “uma pastagem vertical”. Em quatro hectares, eles produzem forragem destinada à alimentação de animais de criação.

O AgroBand f oi até a fazenda conhecer o todo o processo de produção de forragem e a técnica, que utiliza pouco espaço para produzir mais alimentos.

Roberto Arana, médico veterinário e sócio da fazenda vertical, conta que a ideia surgiu após uma viagem à Europa, onde ele conheceu um projeto de fazenda vertical destinado à produção de alimento para o gado. Hoje, além da produção da forragem para o gado em uma pequena área, a empresa também comercializa a tecnologia para outros produtores rurais interessados em ampliar o setor no Brasil.

A principal matéria-prima utilizada para a produção da forragem é o miho. O grão é fermentado em estufas especiais, até a fase da germinação. Nessa etapa, são reproduzidas todas as condições de germinação na terra, mas o processo leva apenas cinco dias. Então, os grãos crescem em condições de água e luz controladas, até o ponto de colheita ideal para servir aos animais.

Em uma fazenda convencional, seriam necessários 45 hectares para produzir o que é feito em quatro hectares. Por ano, a empresa produz 1800 toneladas de forragem de milho, o suficiente para alimentar 250 bois em fase de engorda, por exemplo. A estrutura utilizada pode ser montada em grandes áreas ou até pequenas propriedades. Cristiane Almeida, diretora comercial da empresa, explica que é possível, com o modelo, produzir 150 quilos até 5 toneladas por dia.

O pesquisador da Embrapa Ítalo Guedes explica, porém, que apesar de ser uma tendência, este tipo de produção não vai substituir o método tradicional ou a agroindústria de rações, mas é um modelo que soma ao que já existe no mercado. Além da forragem de milho, na fazenda também são produzidas aveia, silagem e trigo.

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