A celebração do Dia do Zootecnista neste 13 de maio reforça o papel estratégico deste profissional como o "cérebro" por trás da produção animal no Brasil. Responsável por garantir que o alimento chegue com qualidade à mesa do consumidor, o zootecnista atua diretamente no equilíbrio entre genética, nutrição, bem-estar animal e gestão eficiente de fazendas. O trabalho abrange desde a criação de bovinos, suínos e aves até a produção de ovinos e peixes, assegurando rigor sanitário e ético em toda a cadeia produtiva.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 30 mil profissionais registrados, um contingente que impulsiona a produtividade nacional e coloca o país em posição de destaque no mercado global de carnes.
A atuação vai além do campo: o zootecnista moderno ocupa espaços em frigoríficos, multinacionais, órgãos diplomáticos como o Itamaraty e até no mercado financeiro, refletindo a complexidade técnica exigida pelo agronegócio contemporâneo.
Sessenta anos de evolução e reconhecimento acadêmico
A trajetória da zootecnia no país completa seis décadas de avanços significativos. A escolha da data comemorativa remete a 13 de maio de 1966, quando foi fundado o primeiro curso da área em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Dois anos após o início das atividades acadêmicas, em 1968, a profissão foi devidamente regulamentada. Desde então, o cenário educacional expandiu-se para cerca de 130 cursos regulamentados, que recebem anualmente entre mil e dois mil novos estudantes.
A qualidade da formação acadêmica brasileira é reconhecida internacionalmente. O Brasil hoje exporta conhecimento e mão de obra qualificada, com profissionais brasileiros lecionando em universidades de prestígio nos Estados Unidos e na Europa.
Esse intercâmbio é fruto de uma base científica sólida que diferencia a zootecnia da medicina veterinária, focando especificamente na eficiência produtiva e na sustentabilidade da proteína animal, enquanto a veterinária mantém seu foco na saúde e clínica médica.
Sustentabilidade e o futuro da produção animal
O zootecnista é apontado como o profissional do futuro para o agronegócio devido à sua capacidade de lidar com as demandas da pecuária de precisão. A gestão de dados e a implementação de tecnologias voltadas ao bem-estar animal são pilares que garantem a sustentabilidade do setor, respondendo às exigências de mercados consumidores cada vez mais rigorosos quanto à origem e ao tratamento dado aos animais.
Com o crescimento da população mundial e a necessidade de produzir mais em menos espaço, a ciência aplicada pela zootecnia torna-se indispensável.
O desafio atual envolve a integração de sistemas produtivos que minimizem o impacto ambiental e maximizem a conversão alimentar, transformando recursos em proteína de alto valor biológico de maneira eficiente e economicamente viável para o produtor rural.
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