Com a iminência da implementação de um significativo aumento nas tarifas de importação anunciado pelo governo de Donald Trump, conhecido como "tarifaço", empresários brasileiros estão apreensivos com as possíveis perdas. Estima-se que o prejuízo nas exportações para os Estados Unidos possa chegar a 25%, impactando fortemente os setores de aviação, máquinas e petróleo. No agronegócio, as perdas podem alcançar até R$ 6 bilhões.
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que está em Nova Iorque, busca negociar o porcentual aplicado ou adiar a tarifa, enquanto um grupo de senadores do governo e da oposição está em Washington tentando mediar a situação. As negociações são cruciais, conformeo empresário Thiago Coelho, que é exportador de frutas. “Nós já temos todas as embalagens compradas, reservas no navio e, por isso a imporância de uma rápida e pronta resolução nesse assunto”.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que, se o tarifáço for implementado, haverá uma redução de 0,16% no PIB brasileiro, o que equivale a aproximadamente R$ 20 bilhões. Além disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alertou que o estado pode perder até 120 mil empregos caso não se estabeleçam canais de negociação efetivos com a Casa Branca.
O Governo Federal, por sua vez, analisa três cenários possíveis: a adoção de uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto , a permissão para que indústrias americanas que operam no Brasil possam exportar diretamente para suas matrizes nos Estados Unidos sem sobretaxa, e uma taxação abaixo de 50% , mas acima dos 10% atuais. Além disso, o governo considera um plano de apoio para os setores mais afetados, incluindo empréstimos e linhas de crédito.
No cenário político, o grupo de senadores, que inclui Tereza Cristina (PP/MS) e Jaques Wagner (PT?BA), busca um encontro com o secretário de Estado americano e planeja argumentar que manter o tarifaço poderia empurrar o Brasil para mais perto da China , que atualmente responde por 30% das exportações brasileiras, em comparação aos 12% dos Estados Unidos.
Esta semana é decisiva para o futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, e os desdobramentos das negociações serão acompanhados de perto, refletindo diretamente na economia e no emprego dentro do país.
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