Agro

Maior colheitadeira do mundo custa R$ 8 milhões e usa IA para regulagem

Máquina reúne tecnologia de ponta, motor de 775 cavalos e inteligência artificial para colher soja, milho, trigo e arroz em grande escala

Da redação

DA REDAÇÃO

09/06/2026 • 19:16 • Atualizado em 09/06/2026 • 19:16

CR11 é a colheitadeira mais cara do Brasil e custa R$ 8 milhões
CR11 é a colheitadeira mais cara do Brasil e custa R$ 8 milhões - Foto: Divulgação/NewHolland

Uma máquina agrícola, lançada recentemente no Brasil, é considerada a mais cara do mundo. O veículo, que é projetado para colher grãos como soja, milho, trigo, arroz , entre outros, custa nada mais, nada menos que algo em torno de R$ 6,5 milhões a R$ 8 milhões, dependendo da versão. Apesar do preço estratosférico, alguns grupos do agro chegam a comprar mais de uma unidade para atender a demanda das colheitas.

Desenvolvida pelo grupo CNH Industrial, a CR11 máquina opera com um motor de 775 cavalos de potência máxima e conta com uma plataforma de corte de até 61 pés. O grande diferencial do veículo é o sistema de duplo rotor e um tanque graneleiro com capacidade para armazenar até 20 mil litros de grãos.

A tecnologia de ponta eleva o teto financeiro do mercado de máquinas agrícolas no Brasil, superando o segmento de tratores articulados pesados, que antes lideravam os maiores valores do setor. Inicialmente, o volume de vendas no país é restrito e exclusivo devido ao altíssimo custo do investimento.

Inteligência artificial no campo

O veículo vem equipado com uma tecnologia de inteligência artificial que realiza a autorregulagem da máquina em tempo real. Esse mecanismo monitora e ajusta de forma automática a limpeza e a velocidade da operação, o que diminui o desperdício e otimiza o tempo de trabalho em grandes extensões de terra.

A automação serve para a colheita em altíssima escala de commodities como soja, milho, trigo e cevada . O foco está na eficiência da gestão "da porteira para dentro", permitindo que o produtor rural enfrente janelas climáticas curtas com maior produtividade.

Por se tratar de um produto altamente especializado e comercializado sob encomenda, a distribuição nacional ocorre em unidades únicas de demonstração e pré-venda. As primeiras duas colheitadeiras faturadas e entregues pela fabricante iniciaram a operação de campo na região produtora de Sinop, no estado de Mato Grosso.

As marcas concorrentes também se movimentam no nicho de supercolheitadeiras de grãos. A Case IH, que pertence ao mesmo grupo industrial da New Holland, apresentou como equivalente de mercado o modelo AF10, que acompanha a mesma faixa de preço e especificações robustas. A comercialização reflete a demanda por conectividade e agricultura digital integrada em propriedades de grande escala, onde a eficiência por hectare justifica o valor do investimento milionário.

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