Agro

CNA pede 'calma e união' para proteger o agronegócio brasileiro

Em uma carta pública, instituiçao faz duras críticas ao Congresso Nacional: "o país está paralisado"

Por Redação

REDAÇÃO

16/07/2025 • 15:03 • Atualizado em 16/07/2025 • 15:03

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) emitiu uma nota expressando sérias preocupações com o atual ambiente político do país , que segundo a entidade, está afetando negativamente o setor agrícola. A nota critica a abordagem dos três poderes do governo brasileiro e enfatiza a necessidade de uma união e foco renovados para proteger o agronegócio e facilitar o progresso econômico.

"O Brasil real tenta recuperar sua economia, atrair investimentos, abrir mercados e gerar empregos", destaca a nota da CNA, lamentando que, em vez disso, o país esteja paralisado por "uma pauta estéreo, marcada por radicalismos ideológicos e antinacionais". A confederação aponta que enquanto o Brasil deveria estar se consolidando como fornecedor estratégico de alimentos, energia limpa e minerais críticos, as crises políticas internas ganham mais destaque internacionalmente.

A crítica se estende ao Congresso Nacional , que é acusado de perder tempo com "lutas e manobras que têm pouco a ver com os interesses econômicos do país". Além disso, a CNA destaca que o Judiciário também contribui para a instabilidade, devido ao seu "protagonismo institucional que, embora muitas vezes necessário, alimenta uma instabilidade constante".

De maneira mais contundente, a nota condena a postura do governo atual, que é descrito como culpado por "reabrir feridas políticas e reforçar antagonismos, muitas vezes tratando adversários como inimigos". Essa abordagem, de acordo com a confederação, tem um custo alto e resulta em um país "preso a ismos e disputas do passado", dificultando investimentos externos e internos.

A CNA conclui afirmando a urgência de "reformas estruturais que destravem o crescimento e a segurança jurídica", permitindo que o país pense no médio e longo prazo sem as constantes instabilidades políticas. "Essa escolha tem custo", afirma a nota, reiterando que o setor econômico observa a situação com preocupação e reforçando que "o Brasil precisa de foco".

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