Agro

Como as tarifas sobre o café podem impactar o preço no Brasil?

Representante dos exportadores de café conversou com o AgroBand nesta sexta-feira (11)

Por Redação

REDAÇÃO

11/07/2025 • 12:53 • Atualizado em 11/07/2025 • 12:53

O setor do café brasileiro deve ser um dos mais afetados pelo tarifaço de Trump aos produtos brasileiros. O produto, que vem numa tendência de alta desde 2020 em todo o mundo, com safras menores, pode impactar ainda mais os preços nos próximos meses sem os Estados Unidos como importador. No contexto atual da economia global, o café brasileiro segue sendo um protagonista no mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos, que é o maior consumidor mundial do produto. Marcos Matos, representante do conselho de exportadores de café, destacou no AgroBand desta sexta-feira (11) a importância do café brasileiro para o mercado norte-americano.

"Negociação pragmática, profissional, porque isso tudo causa muitos estragos para nós, custos e despesas e para as empresas norte-americanas e para os consumidores americanos com custo mais alto", afirmou Matos, sublinhando as consequências econômicas que o setor enfrenta atualmente.

O Brasil, que detém 34% do mercado global, está no início da colheita de café , um período que traz preocupações devido à produção, que embora seja promissora, é impactada por condições climáticas adversas. Desde 2020, o país não registra uma safra cheia, enfrentando desafios como geadas, secas e altas temperaturas. "Desde 2020 o Brasil não sabe o que é uma safra cheia", confirmou Matos. A produção de arábica, especificamente, é mais baixa que no ano anterior, apesar de não tão reduzida quanto inicialmente previsto.

Além disso, o conilon, outra variedade de café, apresenta melhorias que ajudam a equilibrar a queda na produção de arábica. No cenário global, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projetou safras maiores para os robustas asiáticos e também boas condições para a América Latina, o que pode influenciar positivamente o mercado.

Olhando para o futuro, as expectativas para a safra de 2026 são otimistas, com previsões de uma safra cheia, a primeira desde 2020. "No caso da safra 2026, aí sim o mercado olha para o Brasil como potencial de safra cheia", ressaltou Matos. Atualmente, os estoques baixos são uma realidade que impacta significativamente o mercado de café, tornando as negociações e as projeções futuras ainda mais cruciais para o equilíbrio econômico tanto nacional quanto internacional.

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