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Conheça o novo ministro da agricultura André de Paula

Posse do novo ministro deve ocorrer nesta terça-feira (31) em Brasília (DF); Carlos Fávaro concorrerá a uma vaga ao Senado por Mato Grosso

Da redação

DA REDAÇÃO

30/03/2026 • 21:42 • Atualizado em 30/03/2026 • 21:42

Ministro André de Paula deixa a pesca e assume agricultura
Ministro André de Paula deixa a pesca e assume agricultura - Foto: Divulgação/Mapa

Com a saída de Carlos Fávaro para a disputa eleitoral, o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) passa para as mãos de André de Paula . Político veterano e atual presidente do PSD em Pernambuco , ele deixa o Ministério da Pesca e Aquicultura para assumir o desafio de dialogar com o agronegócio, considerado o setor  'otor do PIB brasileiro".

Natural do Recife e advogado de formação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), André de Paula, de 64 anos, carrega o DNA da política nordestina conciliadora. Sua carreira começou cedo e passou por quase todas as instâncias do Legislativo.

Foi deputado estadual e, posteriormente, consolidou-se na Câmara dos Deputados, onde exerceu seis mandatos consecutivos . Em Brasília, tornou-se uma figura central do "centrão moderado", ocupando postos como a segunda-vice-presidência da Casa e a liderança do PSD, partido que ele ajudou a fundar e fortalecer ao lado de Gilberto Kassab.

Experiência no executivo: da pesca à agricultura

Embora seja visto como um articulador político nato, André de Paula não é um estranho à gestão pública de áreas produtivas. Em Pernambuco, já havia comandado a Secretaria de Produção Rural e a Secretaria das Cidades.

Desde janeiro de 2023, ele estava à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura . Sua missão inicial foi hercúlea: refundar uma estrutura que havia sido extinta e transformada em secretaria no governo anterior. Durante sua gestão, focou na modernização do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e na abertura de novos mercados para o pescado brasileiro, experiência que agora será escalonada para as dimensões continentais do agronegócio.

A escolha de André de Paula para a Agricultura é um movimento cirúrgico do governo. Em um ano de eleições e de tensões latentes entre o setor produtivo e as pautas ambientais, o novo ministro é visto como um "pacificador".

Diferente de perfis mais ideológicos, André é conhecido pela capacidade de ouvir e pela sobriedade no trato. Sua proximidade com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o trânsito livre entre diferentes espectros partidários são suas principais armas para conduzir os temas sensíveis que o aguardam.

André de Paula assume o ministério em um momento de transição de ciclo. Entre suas prioridades estão:

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