
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um marco importante para a segurança alimentar e para o agronegócio brasileiro: os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) apresentaram o melhor desempenho já registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2017. Segundo o levantamento, os alimentos que chegam à mesa do consumidor não oferecem risco crônico à saúde.
Do total de 3.084 amostras de alimentos avaliadas pelo órgão regulador, 79,4% foram consideradas satisfatórias. Este é o maior índice de conformidade já alcançado pelo programa. O resultado reforça a qualidade da produção nacional e a eficiência dos processos de fiscalização e aplicação de insumos no campo.
Entenda os números da segurança alimentar
O levantamento da Anvisa trouxe outro dado relevante para o setor produtivo. Houve uma redução de 5% no número de amostras consideradas insatisfatórias em comparação ao ciclo anterior. Essa melhora nos índices ocorreu mesmo diante de um cenário de maior rigor na fiscalização, com o aumento da quantidade de ingredientes ativos monitorados pela agência.
De acordo com a Anvisa, as inconformidades identificadas não estão necessariamente ligadas a perigos iminentes à saúde. Grande parte das inadequações é de ordem regulatória ou burocrática. Um exemplo comum é a presença de resíduos de defensivos agrícolas que são autorizados para uso no Brasil, mas que não possuem registro específico para aquela cultura (o chamado minor crop ) , embora sejam seguros para outras similares.
Boas práticas no campo impulsionam resultados
Para o setor produtivo, os números positivos são reflexo direto da modernização da agricultura brasileira. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) avalia que o recorde histórico do PARA é resultado da evolução das boas práticas agrícolas "dentro da porteira". Segundo a entidade, o uso mais racional das tecnologias de proteção de cultivos e o fortalecimento do diálogo técnico entre produtores rurais, indústria e órgãos reguladores foram decisivos para este cenário.
A análise do Sindiveg aponta que a conscientização do produtor sobre o respeito aos períodos de carência (tempo entre a aplicação do produto e a colheita) e as dosagens corretas tem aumentado significativamente.
Capacitação é chave para manter a qualidade
O avanço dos indicadores de segurança reforça a importância da educação no campo. A orientação técnica e a capacitação dos profissionais rurais são apontadas como pilares fundamentais para a manutenção da segurança alimentar.
Dentro desse contexto de incentivo à conformidade, o Sindiveg mantém uma plataforma gratuita de treinamentos online. O foco é atingir agricultores, aplicadores de defensivos, apicultores e demais elos da cadeia produtiva.
Os cursos disponíveis abordam temas essenciais para a rotina da fazenda, tais como:
Ao todo, são mais de 90 horas de conteúdo com certificação. Os interessados em aprimorar as técnicas de manejo e garantir a conformidade com as normas da Anvisa podem acessar os treinamentos através do site oficial da entidade (sindiveg.org.br).
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