Agro

Agricultura brasileira é referência de sustentabilidade global na COP30

Temas como agricultura regenerativa, mercado de carbonos e outros estão sendo debatidos na COP30

Da redação

DA REDAÇÃO

13/11/2025 • 14:28 • Atualizado em 13/11/2025 • 14:28

Durante o 4º dia da COP30 , realizada em Belém (PA), os debates sobre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro em relação às mudanças climáticas ganharam destaque. Acordos e negociações sobre temas que permeiam o agronegócio ganharam protagonismo no evento, sobretudo porque o Brasil é o maior produtor de alimentos do mund.

Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acompanhou de perto as discussões na chamada "bluezone", área destinada às decisões sobre políticas climáticas. Segundo ele, as negociações seguem o modelo de consenso, sem votação, o que contribui para a demora na definição de acordos internacionais. "Isso aqui é uma negociação que demora 2 semanas", destacou Ananias.

Entre os principais pontos da pauta, o financiamento para implementação do Acordo de Paris permanece como um dos maiores obstáculos. "Temas importantes, como financiamento, ainda criam bastante barreiras", afirmou o representante da CNA. A dificuldade, segundo ele, está na definição das obrigações que recaem principalmente sobre os países em desenvolvimento, como o Brasil.

Outro tema fundamental é a adaptação da produção agrícola às novas exigências climáticas. Ananias ressaltou que a agricultura brasileira é referência mundial em adaptação , mas que ainda há metas ambiciosas a serem cumpridas. "É conseguir 1.3 trilhões de dólares por ano até 2035, um objetivo para países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil", explicou.

O debate também inclui a necessidade de criar e definir indicadores específicos para o setor agropecuário, levando em consideração a realidade da agricultura nacional. "O agro está aqui também, o setor agropecuário, para que a gente leve aos nossos negociadores temas bastante importantes, indicadores de adaptação que levem em consideração a nossa agricultura", enfatizou Ananias.

A questão do mercado de carbono permanece aberta, com discussões em andamento sobre sua definição e impacto para o produtor rural brasileiro. Além disso, estão na agenda temas como o balanço global das emissões, a chamada “transição justa” e o lançamento de um livro sobre a Amazônia, que integra as atividades do dia.

Com uma programação intensa e debates que envolvem desde financiamento internacional até indicadores de adaptação e mercado de carbono, o setor agropecuário brasileiro segue atento às definições que serão tomadas nas próximas semanas.

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