O interesse pela menopausa nunca esteve tão alto no Brasil. Dados da Sala Digital , parceria da Band com o Google, revelam que o interesse de buscas anual pelo tema atingiu o maior patamar histórico em 2025, refletindo uma preocupação crescente das mulheres com a saúde durante essa fase da vida.
Entre as principais perguntas feitas no buscador está: “o que é bom para menopausa?”. E uma das respostas possíveis, segundo especialistas, é a reposição hormonal. Em entrevista ao Melhor da Tarde , o ginecologista Dr. André Vinícius, especialista em menopausa e saúde da mulher 40+, explicou em quais situações a reposição hormonal pode (e deve!) ser considerada, além de destacar os benefícios do tratamento quando feito com acompanhamento e personalização.
Quando a reposição hormonal é indicada?
A reposição hormonal pode ser iniciada ainda no climatério, fase de transição que antecede a menopausa. “Mesmo antes da ausência completa dos hormônios, o corpo já entra em ‘reserva’. A mulher pode perceber sintomas como alterações na frequência menstrual. Um exemplo é passar a menstruar a cada 15 ou 20 dias. Esse é um sinal de que algo está mudando”, afirma o médico.
A terapia é especialmente indicada para aliviar sintomas comuns da menopausa, que vão muito além dos conhecidos calorões. Ansiedade, insônia, dores articulares, cansaço extremo e até falhas de memória estão entre as mais de cem possíveis manifestações do desequilíbrio hormonal. “Quando bem indicada, a reposição pode transformar a qualidade de vida da mulher. É como devolver ao corpo algo que ele sempre teve, mas parou de produzir.”
Os benefícios vão além dos sintomas
Além do alívio imediato de sintomas, a reposição hormonal também é vista como uma forma de prevenção. Isso porque, após a menopausa, aumentam os riscos de doenças como osteoporose e infarto – esta, aliás, é a principal causa de morte entre mulheres que não fazem o tratamento.
“O estradiol, hormônio que o ovário produz naturalmente, ajuda os vasos sanguíneos a se adaptarem às variações de pressão. Com a queda desse hormônio, o risco cardiovascular sobe. Por isso, a reposição, especialmente se iniciada nos primeiros 10 anos após a última menstruação, oferece uma proteção significativa ao coração”, destaca Dr. André Vinícius.
Esse período é conhecido como “janela de oportunidade”. Iniciar a reposição fora desse intervalo pode, em alguns casos, ser prejudicial, especialmente quando os vasos já apresentam rigidez — condição que dificulta a adaptação do corpo à variação hormonal.
O que é climatério e como ele difere da menopausa?
Apesar de serem frequentemente confundidos, climatério e menopausa não são a mesma coisa. O climatério é uma fase da vida que geralmente começa a partir dos 40 anos e pode se estender até os 65. Ele marca a transição do período fértil da mulher, conhecido como menacme, para a interrupção definitiva da menstruação.
Durante esse período, há uma queda gradual na produção de hormônios como o estradiol e a testosterona, o que leva a alterações físicas e emocionais. Já a menopausa é apenas a data da última menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem sangramento.
Entender essa diferença é essencial para agir com antecedência. “É no climatério que os primeiros sintomas aparecem. Por isso, esse é o momento de mapear sinais, buscar acompanhamento médico e discutir opções de tratamento, como a reposição hormonal”, reforça o ginecologista.
Personalização é a chave
A recomendação médica é clara: a reposição hormonal deve ser sempre personalizada. O tratamento precisa levar em conta os sintomas da mulher, seu estilo de vida, comorbidades, resultados de exames e respostas clínicas. E, claro, o desejo da própria paciente.
Na visão do Dr. André Vinícius, “toda mulher que pode fazer a reposição hormonal e que deseja, deveria fazê-la. É um investimento em saúde, vitalidade e bem-estar.”
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
