Saúde

Prazer feminino ganha espaço nas conversas na internet

Alessandra Petraglia

ALESSANDRA PETRAGLIA

06/06/2025 • 18:41 • Atualizado em 06/06/2025 • 18:41

O prazer feminino tem despertado mais interesse e buscas na internet. Dados da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, mostram que o termo “como fazer uma mulher gozar” teve, no Brasil, três vezes mais buscas do que “como fazer um homem gozar” no último ano.

Por trás desses números, há sinais claros de uma mudança cultural. Se antes o assunto era tratado como tabu, sobretudo entre as mulheres, hoje há mais abertura para falar sobre prazer, compartilhar experiências e buscar informações, seja nas redes sociais, nas relações ou nas rodas de conversa.

Outro indicativo dessa mudança de comportamento aparece no interesse de buscas por sugador clitoriano, um ‘sex toy’, brinquedo sexual que promete experiências altamente prazerosas, seja para uso sozinha ou acompanhada.  A pesquisa pelo produto erótico na internet começou a subir em 2019 e, desde então, segue em alta!

Sexualidade é saúde

Especialistas em sexualidade apontam que o aumento da procura por informações sobre prazer não tem relação apenas com a busca por orgasmo. Trata-se também de uma construção de autonomia, autoconhecimento e fortalecimento da autoestima.

No caso das mulheres, por exemplo, o clitóris, parte do órgão sexual feminino, conta com mais de 8 mil terminações nervosas que impactam a resposta sexual de forma significativa. A autoexploração é considerada uma atividade saudável.

Seja nas buscas sobre como proporcionar prazer, seja na procura por produtos como vibradores e sugadores, os dados deixam um recado: as mulheres estão cada vez mais interessadas em se colocar no centro da própria experiência sexual.

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