Os golpes virtuais vêm gerando preocupação e prejuízos bilionários no Brasil. Apenas nos últimos 12 meses, 56 milhões de pessoas perderam dinheiro com fraudes digitais no país, o que equivale a uma em cada três, segundo levantamento do Datafolha encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Entre as modalidades mais recorrentes, o phishing se destaca. O golpe utiliza técnicas de engenharia social para enganar usuários e roubar dados pessoais, senhas e informações bancárias, que podem ser explorados em fraudes financeiras ou até no controle remoto de dispositivos.
Como o phishing funciona?
O ataque geralmente chega por WhatsApp, e-mail ou redes sociais, com aparência sofisticada e convincente. Logotipos de empresas conhecidas, mensagens com linguagem profissional e, sobretudo, um senso de urgência são usados para pressionar a vítima a agir sem pensar.
Segundo o especialista em Segurança da Informação Álvaro Massad, a armadilha se concretiza a partir de links maliciosos. “Quando a gente clica em um link qualquer, pode abrir uma porta para a entrada de software malicioso, que extrai dados, usa sua máquina ou rouba informações para aplicar golpes”, explica.
O objetivo central dos criminosos é sempre o mesmo: obter dados sensíveis que possam gerar ganhos financeiros ou serem revendidos em redes de cibercrime.
Como identificar e se proteger do phishing
Apesar da sofisticação, existem sinais que ajudam a identificar a fraude. O especialista recomenda alguns cuidados simples, mas muito efetivos:
Massad reforça a importância da precaução: “jamais clique em links recebidos por e-mail, WhatsApp ou SMS. Nunca informe dados pessoais, como números de documentos, senhas ou datas de nascimento. Em caso de dúvida, entre em contato direto com a empresa.”
Cresce a busca por segurança digital no Brasil
O aumento dos crimes digitais tem levado mais brasileiros a procurar formas de proteção online. Dados da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, mostram um crescimento expressivo nas buscas sobre como identificar sites falsos e boletos fraudulentos.
Além disso, o termo “golpe do PIX” aparece entre os mais pesquisados nos últimos 12 meses quando o assunto é golpe.
Por isso, entender como o phishing opera, reconhecer sinais de alerta e adotar medidas preventivas são passos essenciais para evitar prejuízos financeiros e proteger informações pessoais. O melhor antivírus ainda é a desconfiança bem informada.
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