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Tensão no Estreito de Hormuz eleva petróleo e pressiona preço do diesel

Fechamento da rota estratégica impulsiona petróleo e leva governo a subsidiar diesel para conter impactos no Brasil

Por Redação

REDAÇÃO

07/04/2026 • 17:33 • Atualizado em 07/04/2026 • 17:33

Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz - Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A escalada do conflito no Oriente Médio, com impacto direto sobre o Estreito de Hormuz, já provoca reflexos na economia global e no bolso do consumidor brasileiro. Considerada uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, a região concentra entre 25% e 30% de todo o petróleo comercializado globalmente. Com o estreito fechado, a oferta foi afetada e os preços dispararam.

O barril do petróleo tipo Brent voltou a subir e já é cotado na casa dos 110 dólares, pressionando o custo dos combustíveis em diversos países. No Brasil, o efeito é imediato: aumento do diesel, elevação do frete e impacto em cadeia sobre produtos e serviços.

Diante desse cenário, o governo federal prepara uma medida provisória para tentar conter os efeitos da alta. O texto, que deve ser publicado ainda hoje, prevê a ampliação do subsídio ao diesel importado no valor de R$ 1,20 por litro. O custo será dividido entre a União, responsável por metade, e os estados, que arcarão com a outra parte.

A iniciativa tem caráter emergencial e deve vigorar inicialmente por dois meses, com o objetivo de garantir o abastecimento interno em meio à volatilidade do mercado internacional. O Brasil ainda depende de importações para atender cerca de 30% da demanda por diesel, o que torna o país sensível a oscilações externas.

Além do subsídio, o pacote inclui a redução de tributos. O governo também anunciou a zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel e o querosene de aviação, buscando aliviar a pressão sobre os preços.

Segundo integrantes da equipe econômica, o Brasil enfrenta os efeitos da crise em menor intensidade do que outros países, graças a fatores como a produção interna de petróleo, impulsionada pelo pré-sal, e a adoção de medidas para ampliar a oferta. Ainda assim, os impactos são inevitáveis.

Na prática, consumidores já sentem o aumento nos postos de combustível. Caminhoneiros estão entre os mais afetados, por dependerem diretamente do diesel, mas a alta também atinge outros combustíveis, como o etanol, que sofre influência indireta da pressão do mercado.

O cenário segue instável e depende da evolução do conflito no Oriente Médio e da reabertura do Estreito de Hormuz. Até lá, a tendência é de manutenção da volatilidade nos preços e de novas medidas emergenciais para conter os impactos econômicos.

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