
O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação que vai decidir se terá continuidade o processo de impeachment do presidente Júlio Casares . A pauta ganhou força após novas investigações apontarem movimentações financeiras consideradas suspeitas , tanto em contas ligadas ao dirigente quanto em contas do próprio clube.
De acordo com informações divulgadas peloge, há registros de transações envolvendo familiares de Casares , como a ex-esposa Mara Casares e a filha do presidente. As movimentações estão sendo analisadas e passaram a integrar o debate em um momento sensível da política interna do Tricolor Paulista.
Na noite de terça-feira, o Conselho Consultivo se reuniu com a presença do próprio Júlio Casares, além de ex-presidentes do clube e membros do Conselho Deliberativo. Ao final do encontro, houve uma indicação contrária à continuidade do processo , com apenas o conselheiro José Ferreira votando a favor do prosseguimento. A decisão, no entanto, tem caráter apenas consultivo e não interfere diretamente na votação marcada para a próxima semana.
Para que o impeachment avance, será necessário o apoio de 171 votos , dentro de um universo de aproximadamente 250 conselheiros . Caso esse número seja atingido, o processo segue para a Assembleia de Sócios , etapa que envolve um colégio eleitoral ainda maior.
Até o momento, Júlio Casares não sinaliza intenção de renunciar ao cargo. Nos bastidores, há relatos de conversas, inclusive com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar , no sentido de que o dirigente tente se manter à frente do clube. A defesa do presidente afirma que todas as movimentações são lícitas e que poderão ser devidamente comprovadas.
O São Paulo acompanha os desdobramentos com cautela, enquanto o avanço das investigações aumenta a pressão sobre a atual gestão.
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