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Barão: Câmara de Comércio dos EUA tentará intermediar reunião entre Lula e Trump

Comitiva de senadores brasileiros está em Washington esta semana tentando reverter a imposição de tarifas adicionais de 50% sobre produtos importados do Brasil

Por Redação

REDAÇÃO

29/07/2025 • 14:18 • Atualizado em 29/07/2025 • 14:18

Câmara dos EUA tenta agendar uma reunião entre os dois chefes de Estado
Câmara dos EUA tenta agendar uma reunião entre os dois chefes de Estado - Foto: Fotos: PT e Divulgação

Em meio a tensões comerciais crescentes, uma comitiva de senadores brasileiros está em Washington esta semana tentando reverter a imposição de tarifas adicionais de 50% sobre produtos importados do Brasil anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que está prevista para entrar em vigor na próxima sexta-feira, tem potencial para afetar severamente o comércio entre os dois países.

Os senadores brasileiros, que se encontraram com empresários e comerciantes, estão buscando apoio da Câmara de Comércio dos EUA para emitir um documento que solicite o adiamento do início dessas tarifas. Esta é uma prática que Trump já adotou com outros países, mas ainda não está claro se o mesmo será feito em relação ao Brasil. "Os senadores disseram que a Câmara de Comércio deve emitir um novo documento pedindo o adiamento do início dessas tarifas", disse o correspondente da Rádio Bandeirante nos EUA, Eduardo Barão.

Além disso, há esforços para mediar uma reunião entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e Donald Trump, embora essa possibilidade ainda não tenha sido confirmada. Os detalhes sobre os participantes dessas discussões e os horários estão sendo mantidos em sigilo, principalmente por preocupações de que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro possa interferir de alguma forma.

O líder do grupo de senadores, Nelsinho Trad (PSD), expressou a dificuldade da situação, mas ressaltou a importância de continuar buscando soluções. "Vamos correr atrás do sim", disse ele, destacando a iniciativa de redigir um manifesto ou uma carta solicitando a prorrogação do prazo para a imposição das tarifas.

No entanto, foi enfatizado que, embora a pressão possa ser aumentada por meio de empresários e da Câmara de Comércio, bem como de senadores que têm ligações com a comunidade latina nos EUA, as negociações diretas com a Casa Branca não são possíveis no momento. "A Casa Branca não abriu a possibilidade de reuniões. Eles não vão se encontrar com nenhum representante oficial do governo brasileiro", disse Barão.

Apesar dos desafios, a comitiva brasileira permanece em Washington, buscando alternativas para aliviar o impacto potencial das novas tarifas sobre a economia brasileira. A situação continua em desenvolvimento, e os senadores mantêm a esperança de alcançar algum avanço antes que as tarifas entrem em vigor.

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