Bandeirantes

Ancelotti ganha churrasco de aniversário, Raphinha rebate críticas

Treinador da Seleção ganha churrasco surpresa e atacante divide opiniões após coletiva madura nos EUA.

Da redação

DA REDAÇÃO

11/06/2026 • 01:07 • Atualizado em 11/06/2026 • 01:07

Os bastidores da Seleção Brasileira misturaram momentos de descontração e cobranças táticas na reta final de preparação para a estreia na Copa do Mundo. O dia começou em clima de festa no hotel da delegação, onde os jogadores organizaram um churrasco surpresa e o tradicional corredor polonês para comemorar os 67 anos do técnico Carlo Ancelotti. O ambiente leve, contudo, deu lugar ao mistério no período da manhã, quando a comissão técnica fechou a segunda parte do treinamento para a imprensa e proibiu gravações até mesmo de convidados e patrocinadores que acompanhavam a atividade, incluindo os diretores de cinema Spike Lee e Paolo Sorrentino.

Nos microfones, o destaque foi a entrevista coletiva do atacante Raphinha, marcada por respostas firmes e tom maduro. Questionado diretamente pelo repórter Alexandre Praetzel sobre render menos com a camisa amarelinha do que no Barcelona, o jogador admitiu a disparidade de desempenho, mas defendeu seu histórico no ciclo e destacou que as cobranças existem porque todos sabem de sua capacidade. O tom pacífico do atleta dividiu opiniões na bancada do Esporte em Debate. Enquanto parte dos comentaristas elogiou o realismo e a postura consciente do atacante, João Paulo Cappellanes subiu o tom, classificando o jogador como mascarado e cobrando que a postura serena das entrevistas se converta em protagonismo e bola na rede dentro das quatro linhas.

A discussão ganhou corpo ao relembrar episódios polêmicos do passado recente de Raphinha, como as declarações de que superaria a Argentina na base da força física, seguidas por atuações apagadas e um comportamento considerado recuado diante dos rivais sul-americanos. Os jornalistas debateram o peso da identificação e da chamada "marra" no futebol moderno, argumentando que ídolos históricos podiam ostentar discursos provocativos porque correspondiam com decisões em campo. Diante de um início de Mundial cercado de expectativas, a avaliação geral é de que a Seleção de Ancelotti indica uma formação defensiva mais conservadora com Danilo e Alexandro nas laterais, deixando para o setor ofensivo a missão de justificar o status do futebol brasileiro.

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