
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) , Luiz Fux, reiterou, desde ontem (11), a pessoas próximas que não tem interesses eleitorais. A negativa surge em meio a rumores sobre uma possível migração do magistrado para a política, intensificados após entrevistas de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que afirmou à CNN e à rádio Itatiaia que Fux poderia ser candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.
O repórter Túlio Amâncio, da TV Band em Brasília, conversou com três amigos próximos do ministro — um deles integrante do Supremo. Todos afirmaram que a declaração de Costa Neto é “sem fundamento” e que “Fux tem dito que não existe qualquer plano fora da magistratura”, mesmo após a aposentadoria, prevista para 2028, quando completará 75 anos, idade da aposentadoria compulsória no STF.
Um dos interlocutores contou que chegou a brincar com Fux, lembrando o caso do senador Sérgio Moro, que condenou Lula, negava pretensões eleitorais e depois aceitou ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro . O comentário teria irritado o magistrado.
As especulações ganharam força depois que Fux votou por mais de 14 horas no julgamento do núcleo central da tentativa de golpe . Bolsonaristas celebraram o posicionamento do ministro, que foi a favor da absolvição do ex-presidente. No entanto, ele foi voto vencido, e todos os réus acabaram condenados. Bolsonaro recebeu pena superior a 27 anos de prisão. Ainda cabe recurso.
A assessoria de Luiz Fux foi procurada, mas não respondeu.
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