
Em uma ação conjunta descrita como complexa e meticulosamente planejada, as Forças Armadas dos Estados Unidos e da Nigéria eliminaram Abu-Bilal al-Minuki, também conhecido como Abu-Bilel al-Minuto. O anúncio foi feito pelo presidente americano, Donald Trump, por meio de sua rede social, a Truth Social, logo após o seu retorno de uma viagem à China.
Na publicação, Trump apontou Al-Minuki como o segundo na linha de comando do Estado Islâmico e o terrorista mais ativo do planeta, afirmando que o líder extremista acreditava que poderia se esconder na África, mas foi monitorado por fontes que informavam suas atividades aos EUA. Com essa baixa, o governo americano garante que a operação global do grupo terrorista fica consideravelmente debilitada e que o alvo não poderá mais aterrorizar a população africana ou planejar ataques contra os Estados Unidos.
A operação bem-sucedida reflete o fortalecimento da cooperação bilateral entre as duas nações, que já havia sido evidenciada em fevereiro, quando cerca de 100 militares americanos desembarcaram no aeródromo de Bauchi, no noroeste da Nigéria, para um programa de cooperação em defesa. Na ocasião do anúncio da morte de Al-Minuki, Trump também aproveitou para agradecer formalmente ao governo nigeriano pelo apoio na missão antiterrorista.
Violência na Nigéria
Essa parceria militar ganha relevância diante do cenário de violência que a Nigéria enfrenta há anos. O nordeste do país sofre com as investidas do grupo jihadista Boko Haram desde 2009, uma situação que se agravou a partir de 2016 com o surgimento de sua dissidência, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental.
Além disso, o noroeste do território nigeriano é alvo frequente do Lakurawa, um grupo ligado ao Estado Islâmico-Província do Sahel que costuma realizar atentados nos estados de Kebbi e Sokoto.
Os combates contra essas organizações extremistas ganharam intensidade após os Estados Unidos e a Nigéria realizarem uma série de ataques aéreos conjuntos no final de dezembro de 2025 contra posições jihadistas no noroeste.
Esse alinhamento militar ocorre após um período de tensões diplomáticas, já que Trump havia criticado anteriormente as autoridades nigerianas, alegando que o governo local não fazia o suficiente para conter a violência e proteger os cristãos perseguidos por militantes islâmicos no país, acusação que sempre foi negada pelas autoridades da Nigéria.
*Com informações da DW Brasil.
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